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Política
15/06/2017

LUIZ GERALDO MAZZA

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Blindagem natural

O governador colocou sob proteção do foro especial o seu imprudente chefe de gabinete, Ezequias Moreira, quando deputado estadual, ao transformar a sogra em fantasma e ao drenar a grana para sua conta bancária, e isso lhe garantiu a elasticidade do tempo rumo à prescrição, como deu para perceber. Não teria o menor sentido em abandonar aqueles que são leais e trabalham para a equipe como no caso de Fernando Ghignone e Juraci Barbosa Sobrinho, alçados às secretarias de Planejamento e Administração, proibidos pela Lei das Estatais de estarem nos postos anteriores e agora também sob proteção na condição de secretários, e tudo porque poderiam ser alcançados por muitas das denúncias de crimes eleitorais, às quais ontem foi agregada outra com pedido da Procuradoria da República de nova investigação, provavelmente vinculada à Odebrecht e que estava no STJ sob análise do ministro Og Fernandes.
Ainda que o processo pudesse não prosperar, há outras pendências na mesma instância, inclusive aquela cabeluda do delator da Publicano, Luiz Antonio de Souza, que afirma que mais de R$ 2 milhões de dinheiro achacado de empresários pela gangue fiscal teria suprido o caixa da reeleição de 2014. Favorece o governador a circunstância de haver apenas um denunciante, na verdade mais apavorado com o delito sexual com menor em situação de risco do que com a rotina dos afanos fiscais detalhadamente expostos com riqueza de detalhes e que, provavelmente ,via com a maior naturalidade da mesma forma que tantos outros.
Se o pecador, como disse Beto Richa, incursionando os umbrais da teologia, não poderia ser punido e sim o pecado, isso tiraria dos padres na confissão o poder de sentenciar ave-marias, padre-nossos, creio-em-Deus-padre e salve-rainhas aos infratores confessos em busca da reparação antes da eucaristia.

Sujeito culto e oculto
Rafael Greca já mostrou que não tem disposição para o diálogo com os sindicatos no trâmite do pacote fiscal, delegando tal missão a seus secretários, ontem a cargo de Luis Fernando Jamur. Não acatou a sugestão do procurador da Justiça, Olympio Sottomaior, no sentido de que o Executivo se fizesse presente nos embates conquistados à força e sob terrível pressão pelos sindicalistas. O autor da medida, apontada como cirúrgica e heroica, é o prefeito e ele a encarna como nenhum outro. Mesmo fora das negociações é o sujeito culto e oculto da oração.
Se o pacote tem, de fato, o toque salvacionista argumentado, a prefeitura cometeu erros em todo o processo e em permitir que tivéssemos na verdade um caso de resistência civil que quanto mais durar mais proselitismo agregará às manifestações. Para dar uma ideia dos desgastes, basta lembrar que o PDT, ontem, que tem uma bancada de cinco vereadores se declarou hostil ao pacotaço. Se houver novas defecções, certamente, teremos algo parecido com o que se deu no Rio de Janeiro com a resistência a medidas de austeridade como condição "sine qua non" para a negociação das dívidas do Estado com a União.

Idoso, discurso apenas
Para os idosos, o discurso de um Estatuto, preconceitos e agressões. Nada contra o baile da terceira idade, do qual participei várias vezes, mas não vejo nele a síntese que expressa. As restrições são muitas dentre elas a das operações de crédito, mesmo ante a lucidez manifesta. Ontem, foi o Dia da Conscientização da Defesa dos Idosos quando se constata que só neste ano tivemos até agora 453 denúncias de maus tratos no Paraná só nos primeiros cinco meses. Outra questão, há longo tempo prometida, a Delegacia do Idoso ficou para as calendas.

Reforma
A reforma secretarial de Richa é apenas uma acomodação, mas os principais agentes no caso o secretário de Planejamento (pasta meramente nominal), Juraci Barbosa Sobrinho, que teve boa passagem na prefeitura por interesses da Cidade Industrial e investimentos na região, energia que poderia colocar agora a serviço do Paraná Competitivo, e o de Administração, Fernando Ghignone, que além da rotina da área deverá ocupar-se com a questão previdenciária em função do estreito horizonte atuarial de dez anos ao fundo de pensão. Uma das maiores autoridades previdenciárias do país, Reinhold Stephanes, estava no posto e deixou a debacle acontecer. O saque de R$ 2 bi por ano, sem falar no empréstimo de R$ 640 milhões, que o governo vem pagando com juros em módicas prestações, tudo a pretexto de ajuste fiscal, uma toalete contábil, abala o capital da ParanaPrevidência.

Folclore
Nas sacadas de advogados, não raro a rabulice bem aplicada tem a mesma força de uma exegese de teoria acadêmica. A suposta ameaça para a segurança de Rocha Loures não seria de sua cabeça a prêmio na Papuda, mas, conforme os advogados de defesa, estaria na pressão do sistema, o que aliás é claríssimo, para que como todos os outros fizesse a delação. Ora, isso encurtaria o cronograma do governo que vive hoje de moratória e se vale das reformas como o derradeiro charme de sobrevivência. O setor financeiro, maior beneficiário delas, corre o risco de sofrer muito com a delação de Antonio Palocci. Isso é fermento nuclear.
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