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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017
Política
16/02/2017

LUIZ GERALDO MAZZA

"As controladorias existem, mas não captam, não detectam, não funcionam e isso em todos os níveis de poder"

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Descontrole sistêmico
Desvios da Universidade Federal do Paraná (que levaram ainda ontem o ex-reitor Zake Ackel a prestar depoimento na Polícia Federal e rendeu prisões e conduções coercitivas de 30 pessoas) expressa uma coisa só: as controladorias existem, mas não captam, não detectam, não funcionam e isso em todos os níveis de poder. Da mesma forma, o governo estadual demorou tempo para perceber a tramoia dos desvios das construções escolares e muito mais ainda para ter ideia dos atos da gangue fiscal abarcada pela Publicano, com um dado mais preocupante: a proximidade do governador com envolvidos como o das viagens em comum no automobilismo e das partidas de tênis, visíveis nas quebras de confiança e, sobretudo, da malandragem por exporem o amigo ou dele se servirem para agir como se isso os blindasse. Se o governador não capta a malícia do amigo, da pessoa com quem ele se relaciona e conhece, imagine-se como a controladoria o faria?
Isso se repete no ´´mensalão´´ com o governo Lula: como aceitar que um dos seus hierarcas ministeriais, tão próximo do gabinete presidencial, como Zé Dirceu, na Casa Civil, tocasse tudo na maior tranquilidade? Assim mesmo há controladorias federais, estaduais e municipais que nada percebem. Cegueira demais para ser aceita ou os desvios vistos como um pecado venial decorrente de amarras burocráticas, classificáveis no máximo como desídia.
Normalmente, os atos de improbidade, como se deu em Londrina com o AMA-Comurb, são tão visíveis que a luminosidade chega a cegar, como de resto se tornou flagrante naquela história do Anexo do Tribunal de Contas com o funcionário controlador flagrado ao receber a propina gorda do empresário beneficiado na licitação. Se na Corte de Contas há uma dessas, o que se pode esperar de outros setores?
Por sinal que uma câmara criminal do Tribunal de Justiça entendeu como irregular a gravação telefônica que deu origem ao flagrante do Gaeco, tornando-a nula de pleno direito. Se isso ocorre no tribunal em grau de recurso esperar o quê?

Mini-herança
Heranças da gestão Fruet para a de Rafael Greca mais um caso: empresas encarregadas de roçadas e drenagem, com contratos suspensos desde outubro, alegam que não recebem seus direitos há mais de três meses. Com o aumento da tarifa dos coletivos, pelo impacto no povão, Greca superou inclusive os tais R$ 1,2 bi alegados de furo.
Quanto ao ato de interrupção do contrato feito pelo Tribunal de Contas, a prefeitura não lhe deu a mínima e parece aguardar que tudo se metabolize na Corte, a despeito da envergadura de Ivan Bonilha em conhecimentos jurídicos, afinal foi ele como procurador municipal que orientou todos os procedimentos da licitação de sete anos passados e aceita como normal pelo Ministério Público. Quanto à suspensão do aumento tarifário não há concordância no meio jurídico quanto à sua constitucionalidade.

Primeiro round
Com a retomada das aulas, ontem, os primeiros sinais da crise: falta de professores para várias matérias. De outro lado, a APP-Sindicato não quer o emprego de pessoal provisório quando há aprovados em concurso que não são aproveitados
Repete-se o quadro das situações anteriores: o governo vai para o embate devendo alguma coisa, antes os atrasados de promoções e progressões, agora com a questão do reajuste revogado somada à mexida na sistemática da hora-atividade. Se o governo cumprir a promessa de descontar os dias parados, teremos a primeira diferenciação no confronto.

Zelo excessivo
Os acampamentos montados à frente da Justiça Federal, de aberta solidariedade à Lava Jato, foram removidos pelo setor de urbanismo do município sob a alegação de que infringem posturas municipais. Isso no rigor formal pode até ser verdadeiro, mas é impensável que fizessem algo parecido num piquete de mulheres de PMs com os maridos amotinados num motim ou mesmo no caso de uma arregimentação agora de professores que beiraria à provocação.
Evidente que a teatralização na Avenida Anita Garibaldi fere normas com aquelas faixas, cartazes e palavras de ordem e, às vezes, até com uma barraca de militantes. Com o passar do tempo, ficou visível que aquele excesso de bandeiras e símbolos não pagava bem até pela respeitabilidade da Justiça que se buscava exaltar, o que conferia um aspecto circense a uma praça pública. Todavia, a escolha do momento para a intervenção foi a pior possível quando os investigados do governo se encontram agudamente mobilizados para uma reversão. Se para tirar um agrupamento de moradores de rua se adota cautelas, aí elas seriam mais apropriadas por uma visão mais abrangente das coisas..

Folclore
Não temos mais pregões, à exceção de vendedora de loteria que anuncia a cobra, como já não existem publicitários anunciando sua mercadoria ou ainda as colonas que, nas carroças em coral ,propagavam galinha, lenha, verduras e frutas. O resistente é o carro do sonho ora desdobrado em franquias ou ainda o vendedor de ovos que o sucedeu. Não sobrou nem o grito do enlouquecido das crônicas de Dalton Trevisan.
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