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Opinião

Pedágio no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

A sociedade paranaense não pode aceitar passivamente o fato de o Paraná deter o título de campeão do pedágio mais caro do Sul

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Sem o pedágio, a infraestrutura das estradas brasileiras estaria em situação de estrangulamento. A ausência do Estado em investimentos no setor em um país de dimensão continental é agravada pela falta de permanente manutenção dessas vias fundamentais para o desenvolvimento.
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Em todo o mundo a cobrança de taxas civilizadas em praças pedagiadas é acontecimento normal. A concessão aprovada pelo poder público para a implantação de núcleos pedagiados ao longo das rodovias nas diferentes regiões brasileiras é fato positivo.

Infelizmente, nos últimos 20 anos, quando da sua implantação, distorções, e até abusos, vêm ocorrendo, onerando a base produtiva da economia. Elevando custos na circulação de mercadorias e afetando o contribuinte que circula nas rodovias.

A realidade é chocante nos três Estados da Região Sul - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A disparidade dos preços cobrados nas praças de pedágio nessas unidades federativas é facilmente comprovável.

No Paraná, em 27 praças pedagiadas, o preço médio fica em R$ 12,33. Em Santa Catarina, nas 8 praças de pedágio, o custo médio é de R$ 4,10. No Rio Grande do Sul, nas suas 14 praças pedagiadas o custo médio é R$ 5,73.

A partir de 1º de dezembro os preços foram reajustados nas rodovias pedagiadas no chamado Anel de Integração, autorização feita pela Agepar (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná). As diferentes concessionárias que integram o Anel de Integração justificam que a revisão tarifária é essencial para investimentos em manutenção das rodovias, além de cobrir os custos com a construção de viadutos e duplicação das estradas. Infelizmente, nos últimos 20 anos, desde a primeira concessão, poucas duplicações foram realizadas.

A título de exemplo, na Rodovia do Café existem 5 praças de pedágio: em São Luiz do Purunã, R$ 8,10; em Witmarsum, R$ 11,60; em Tibagi, R$ 10,90; em Imbaú, R$ 10,90; e em Ortigueira, R$ 10,90. Totalizando R$ 52,40 no trecho de 380 quilômetros, que liga Curitiba a Londrina, em carro de passeio. Comparativamente, o trecho Curitiba-Florianópolis, com 300 quilômetros, tem 4 pedágios: Garuva, R$ 2,60; Porto Belo, R$ 2,60; Araquari, R$ 2,60; e, Palhoça, R$ 2,60. Totalizando R$ 10,40. É uma diferença absurda e de difícil compreensão.

Ao longo de duas décadas, a duplicação de Ponta Grossa para o Norte do Paraná, ficou no sonho. Agora, quando se discute a renovação da concessão, começam a duplicação em diferentes trechos. As absurdas taxas de pedágio do Paraná, com o argumento de investimento em duplicação de trecho rodoviário, é conversa para boi dormir. Em outras regiões, não é diferente, como pode se constatar ao longo dos últimos anos.

A sociedade paranaense não pode aceitar passivamente o fato de o Paraná deter na Região Sul, o título invicto de campeão do pedágio mais caro, em detrimento da própria sociedade.

EDSON GRADIA é graduado em Odontologia e ex-secretário de Estado no Paraná

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao @ fo­lha­de­lon­dri­na.com.br
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HÁ 40 ANOS

7 de dezembro de 1977

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