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Opinião
11/11/2017
ESPAÇO ABERTO

O atual momento político

"Só uma reação do povo, consciente e organizado, é capaz de purificar a política, banindo de seu meio aqueles que seguem o caminho da corrupção e do desprezo pelo bem comum"

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Inúmeras vezes a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) tem se pronunciado sobre diferentes momentos políticos, questões políticas mais relevantes e sobre problemas mais decisivos para a democracia, a justiça, os direitos dos mais pobres, etc. O necessário diálogo que a política sempre exige, supõe que se possa trabalhar com a verdade dos fatos, das análises, e também do interesse sincero pelo todo da nação que deve dirigir os interesses de todos.
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A nota à qual me refiro é do Conselho Permanente da CNBB que esteve reunido de 24 a 26 de outubro, curiosamente, no dia em que a Câmara dos Deputados, livrou, pela segunda vez o presidente da República, Michel Temer, de ser investigado.

A presidência da CNBB manifestou mais uma vez sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo país, que afeta tanto a população quanto as instituições brasileiras. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que "traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito".

A Conferência criticou a desilusão que vem, sistematicamente, tomando conta da população. Diz claramente: "A apatia, o desencanto e o desinteresse pela política, que vemos crescer dia a dia no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais, têm sua raiz mais profunda em práticas políticas que comprometem a busca do bem comum, privilegiando interesses particulares. Tais práticas ferem a política e a esperança dos cidadãos que parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto. É grave tirar a esperança de um povo".

Manifesta ainda a CNBB a preocupação com o futuro político do país, especialmente com relação a "salvadores da pátria" e "radicalismos e fundamentalismos" que têm chão fértil em situações como a que estamos vivendo: "Urge ficar atentos, pois, situações como esta abrem espaço para salvadores da pátria, radicalismos e fundamentalismos que aumentam a crise e o sofrimento, especialmente dos mais pobres, além de ameaçar a democracia no País".

Há, contudo, no olhar sobre o futuro, a responsabilidade de um chamamento para a esperança e o bom exercício da cidadania capaz de purificar a política e a esperança: "Apesar de tudo, é preciso vencer a tentação do desânimo. Só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania, é capaz de purificar a política, banindo de seu meio aqueles que seguem o caminho da corrupção e do desprezo pelo bem comum".

Todos, enfim, são convocados a demonstrar o seu amor pela nossa pátria, participando dos momentos decisivos que teremos pela frente. Assim manifesta-se a CNBB: "Incentivamos a população a ser protagonista das mudanças de que o Brasil precisa, manifestando-se, de forma pacífica, sempre que seus direitos e conquistas forem ameaçados".

Cremos que nem todos são corruptos e que nem tudo está perdido, por isso, continuamos manifestando a nossa esperança na nossa "amada pátria, Brasil!": "Chamados a ‘esperar contra toda esperança’ (Rm 4,18) e certos de que Deus não nos abandona, contamos com a atuação dos políticos que honram seu mandato, buscando o bem comum". Enfim, seja esta a razão da nossa torcida e objetivo do nosso trabalho.

DOM GEREMIAS STEINMETZ é arcebispo Metropolitano de Londrina

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao @ fo­lha­de­lon­dri­na.com.br
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