VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Opinião

Associativismo empresarial perderá o protagonismo novamente?

Onde está a garra do associativismo empresarial para defender o Brasil, em especial os interesses do empresariado paranaense?

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) tomou a iniciativa de protocolar um pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer. Não é de se admirar, afinal a OAB tem sido sempre protagonista nos momentos de crise política. Foi assim na crise Collor, na crise Dilma e mais uma vez, agora, na crise Temer. Parabéns para a OAB! Não importa a crise. Não importa o tema. Ela sempre se posiciona e age.
PUBLICIDADE

Quando as passeatas pró-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff tomaram as ruas, a partir de 2013, no seu primeiro mandato, e retornaram em 2015, já no segundo, juntaram-se ao protagonismo da Ordem a classe empresarial. Centenas de entidades empresariais, em especial as associações comerciais e empresariais, levaram milhares de empresários para as ruas, exigindo a saída da então presidente.

Aqui, no Paraná, organizou-se um movimento denominado "Brasil mostra sua garra", que defendia cinco princípios fundamentais para acabar com a corrupção e impunidade que assola há séculos o nosso País: ética, transparência, responsabilidade, justiça e respeito.

Há muito tempo defendemos que o associativismo empresarial deve se posicionar não apenas sobre os interesses da classe - o que é legítimo -, mas também sobre os interesses da sociedade. Que seja protagonista nos momentos decisivos da história nacional. Por anos vimos as discussões de defesa de princípios éticos e morais atrás das portas fechadas das reuniões das entidades, timidamente. Poucas vezes presenciamos uma participação ativa, especialmente nas ruas de nosso Estado. Foi bonito ver o associativismo empresarial participar diretamente de momentos tão importantes e não apenas se restringindo a notas oficiais divulgadas em seus sites ou anúncios pagos em páginas de jornais. Foi bonito ver a ação e não apenas a falação. Entidades de todo o Paraná, unidas em defesa da sociedade. Em defesa de princípios básicos para a melhoria da nossa nação. Deu orgulho participar desse momento.

Mas, e agora? Neste momento tão crucial, onde está a garra do associativismo empresarial para defender o Brasil, em especial os interesses do empresariado paranaense? O protagonismo arrefeceu? Não feriu o presidente da República os princípios da ética, responsabilidade, justiça, respeito e transparência tão defendidos outrora?

A queda de dois governos em menos de quatro anos é péssimo. Sobretudo para quem gera emprego e renda. É ruim para quem esperava há décadas pelas reformas tão necessárias. Mas nem mesmo isso torna admissível que o associativismo empresarial, representado por suas entidades de classe, fique inerte a tamanho desrespeito aos princípios que ele mesmo defende como colunas da moralidade.

Ainda que apenas um daqueles princípios tivesse sido quebrado, deveríamos nos unir aos indignados e lutar, dentro das regras constitucionais - é preciso destacar - pela queda de qualquer governo. Só assim, asseguramos nossa continuidade rumo ao nível dos países civilizados. Ou o associativismo empresarial perderá o protagonismo novamente? O protagonismo que tivemos há um ano não pode ser perdido. Não podemos nos dar a esse luxo.

EDSON J. DE ARAÚJO FILHO é consultor comercial e empresário em Maringá

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao @ fo­lha­de­lon­dri­na.com.br
PUBLICIDADE
CONTINUE LENDO

HÁ 40 ANOS

31 de maio de 1977

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Assine a Folha de Londrina
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados
HOSPEDADO POR
Hospedado por Mandic