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Folha Rural
12/08/2017

Redução jesuítica em Cambé

"Mesmo nas reduções jesuíticas viveram sua partilha e os relatos dos historiadores eram extraordinários sobre essa convivência social. Isso tudo aqui em Cambé. E a gente procura história tão longe"

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A Folha de Londrina fez uma reportagem sobre as missões jesuíticas no Paraná - também chamadas de reduções pelos espanhóis. Vieram para evangelizar os povos indígenas e formar uma sociedade nos moldes europeus. Inculturação ou aculturação, ainda hoje divergem os historiadores. O Brasil descoberto em 1500 e com as capitanias hereditárias em andamento - começaram em 1534 e foram até 1759 - queiram ou não as missões foram um meio de colonizar. Mas as reduções começaram a aumentar demais e coroa portuguesa receou que se formasse um outro império. Aqui ainda era a província del Guairá pertencente à Espanha pelo tratado de Tordesilhas.
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Eram treze reduções jesuíticas e foram todas destruídas pelos bandeirantes portugueses, que queriam escravizar os índios. Houve resistência e morte, além de expulsões. Uma dessas reduções foi instalada em Cambé e se chamava San Joseph. Na década de 1980 foram descobertos vestígios dessa parte da civilização indígena organizada pelos padres jesuítas por meio de cerâmicas quando o solo estava sendo preparado para cultivo de plantações.

Resgatar o passado não é fácil, ainda mais quando o presente é plantar e colher. São áreas férteis. E trabalhar arqueologia é uma atividade demorada pois exige muita inspeção de peças, para resolver os quebra-cabeças da história. Na Europa, por exemplo, quando vão fazer uma construção, dependendo do lugar é um problema seríssimo. Começam a construção e logo acham um artefato histórico que dá objeto a novos estudos e aí, adeus construção, pois ninguém pode mexer em nada.



Imaginem uma construção em Roma que é uma cidade antiquíssima e cheia de história. Em Jerusalém, então, nem se fale. Imaginar que a cidade foi construída sempre sobre outra construção que havia sido demolida. Cada construção nova é achar novidade sobre o passado da região e da humanidade. É tudo muito complicado.

Lembro quando eu era criança de ter ouvido história sobre artefatos indígenas em Cambé, mas nunca imaginei que fosse uma redução jesuítica que formou-se em 1625 e foi destruída seis anos depois, em 1631. Essa redução era um entreposto entre a redução de Francisco Xavier à beira do rio Tibagi e San Ignacio de Loreto, à margem do rio Paranapanema. San Joseph foi fundada pelo Padre Antonio Ruiz de Montoya e padre Simon Mascetta.

Havia cerca de duzentos indígenas na redução e os bandeirantes vieram e levaram os indígenas e acabaram com tudo. Quando se fala em bandeirantes dá a impressão que era um punhado de gente que entrava no mato com facão, mas uma bandeira tinha em torno de 700 homens e podiam ter até canhões. Expulsaram muitos índios também, que se instalaram no Paraguai.

Os índios Guarani eram nômades e viviam da coleta de frutos em seu estado original, pescavam e caçavam e não acumulavam bens. Tudo era dividido entre eles. Nenhum sistema de governo fez isso efetivamente até hoje. Para eles não havia ouro nem prata, nem pedras preciosas, apenas o dia a dia. Eram como os lírios do campo e as aves do céu a quem Deus provia. Mesmo nas reduções jesuíticas viveram sua partilha e os relatos dos historiadores eram extraordinários sobre essa convivência social. Isso tudo aqui em Cambé. E a gente procura história tão longe.
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