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Folha Rural
11/11/2017
DEDO DE PROSA

Inspiração que vem do campo

"Sob um pôr do sol e um começo de noite em que os últimos raios de um dia ensolarado dão seu último adeus, fica apenas uma sensação. Alegria por poder vivenciar e contar boas histórias"

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O papel do jornalismo é jogar luz sobre temas inerentes à comunidade e cobrar melhorias do poder público, como um interlocutor da população na busca por uma sociedade melhor. A essência desta profissão está, acima de tudo, nas pessoas, pois são elas que dão voz à notícia. Nisto, também aparecem as boas histórias, que nos fazem ter ainda mais prazer pela profissão e nos levam a refletir sobre a importância de valorizarmos o que temos e não o que achamos que deveríamos ter.
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Era uma terça-feira quando fomos para Santo Antônio da Platina em busca de um garoto de apenas 11 anos, que com gesto simples de honestidade, comoveu uma parcela do País. Pouco mais de duas horas, além de 160 quilômetros, separam Londrina de uma das principais cidades do Norte Pioneiro. O caminho é intercalado com longos campos verdes e plantações das mais diversas. É a terra vermelha da nossa região mostrando a sua riqueza.

Santo Antônio da Platina tem quase 49 mil habitantes e assim como o Cristo, um dos símbolos da cidade, seu povo está sempre de braços abertos. Foi no município que encontramos uma família que guarda em cada palavra e gesto a pureza, simplicidade e valores que permeiam o que o campo possui de melhor. A casa onde vivem fica no final de uma trajeto cerca de 700 metros rodeado em ambos os lados por pés de cafés. É o tesouro paranaense que nos leva a outro tesouro.



A casa é simples, de madeira e fica no final de um pequeno barranco de terra, assim como todo o restante do terreno. Galinhas e cachorros correm pelo quintal como verdadeiros amigos. Alguns ainda aproveitam as sombras das árvores para dormir. Na varanda, escorada com alguns caibros improvisados, pai e mãe à espera dos filhos. São dois meninos e uma menina, que diariamente fazem a pé o trajeto de terra que fizemos de carro.

É fim de tarde quando o trio se aproxima. O sol já começa a se pôr ao apontarem na última curva antes de chegarem à casa. Felizes, e com sorrisos marcantes, pedem bênção para todos que estão presentes. Educados, também dão boa tarde. Em época de grandes transformações comportamentais, chama a atenção a gentileza que demonstram levar em todos os momentos de suas recentes vidas.

Em uma conversa com os pais, porém, fica explicito de onde vem tamanha humildade. O patriarca, de poucas e efervescentes palavras, mostra que maiores que as riquezas do mundo, são aquelas que se acumulam na alma. Vindo de uma família simples, e crescido no sítio, ele fala sobre o trabalho de marceneiro, a importância de educar bem os filhos e do exemplo que sempre teve em casa. "Temos que fazer o melhor possível por eles. Precisamos dar educação e ensiná-los a usar isso", resume.

Sobre o olhar atento dos filhos e da esposa, ele orgulha-se do primogênito, que se tornou símbolo de honestidade em tempos tão obscuros. Após a entrevista, as crianças novamente pedem benção, abraçam e despendem-se fazendo com que pudéssemos trazer para o Londrina um combustível único: a crença de que existem pessoas com valores inigualáveis.

No caminho de volta, o ar interiorano misturado a paisagens deslumbrantes brindam e dão inspiração para o que viria a ser escrito posteriormente. Sob um pôr do sol e um começo de noite em que os últimos raios de um dia ensolarado dão seu último adeus para a chegada de um céu azul marinho com suas estrelas reluzentes, fica apenas uma sensação. Alegria por poder vivenciar e contar boas histórias.

Pedro Marconi, jornalista da FOLHA
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