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Folha 2
12/10/2017

Ontem, hoje, amanhã

'Blade Runner 2049' tem como ponto forte as eternas questões que importam a qualquer ser humano

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Reprodução - ‘Blade Runner – 2049’:  cada cena está meticulosamente estudada, tanto em exteriores como nos interiores que definem os personagens
‘Blade Runner – 2049’: cada cena está meticulosamente estudada, tanto em exteriores como nos interiores que definem os personagens


"Blade Runner" sempre foi uma das minhas emoções maiores no cinema. Depois da estreia, em 82, revi nem lembro quantas vezes, mas com certeza a cada nova "mexida" patrocinada pela Warner Bros. Versão isso, versão mais aquilo, lançamento em DVD, director’s cut, final cut. Ou simplesmente vontade irrefreável de rever. Pois revi agora . E já revi também a sequela que está nas salas. Bom, ótimo esta fusão de formas e sons e ideias de um passado recente, um presente premente e um futuro entrevisto na nevoa úmida da premonição, do presságio, da profecia. O verdadeiro cult nasce pronto, cabe ao espectador preservá-lo e homenageá-lo sempre. Assim como fez o cinéfilo Denis Villeneuve ao dirigir "2049".
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Não tenho qualquer dúvida: há 35 anos, o primeiro filme celebrava o milagre do amor. Deckard (Harrison Ford), humano ou replicante, não importa (graças a todos os santos da robótica, haverá sempre esta incerteza, esta ambiguidade), caia de quatro por Rachel (Sean Young) e fazia prevalecer, naquela bruma de uma LA encharcada, a esperança de humanidade, fosse ele humano, fosse robô replicante da série Nexus 6.
Passadas essas três décadas, o desdobramento do argumento original exalta o milagre da vida. O mistério que o Blade Runner KB36-3.7, ou simplesmente "K" (Ryan Gosling) trata de descobrir ao longo de sua jornada existencial tem a ver com origens, com DNA (humano ou androide?). Fascinante, para dizer o mínimo.

Fiel à sua procedência, a identidade de "Blade Runner 2049" tem ainda como ponto forte as eternas questões que importam a qualquer ser humano – e que tanto incomodaram aquele vilão (?) exemplar do primeiro filme, aquele Roy Batty (Rutger Hauer) replicante e superdotado de inquietante humanidade programada. Quem sou? Aonde vou? Que sentido tem minha vida? Tenho alma? Questões implícitas ou explícitas no roteiro de Hampton Fancher e Michael Green, enquanto a busca do amor e o anseio por ser desejado geram aqui fortes e extremas referências à realidade virtual e à inteligência artificial, corpos e sexualidade digital que pretendem preencher o vazio emocional do replicante. (Mágico e fascinante, o ménage a trois no apartamento de K, interação ciberséxica de corpos que surge como uma das profecias para 2079, quem sabe ?) Porque as emoções não são o ponto forte do protagonista, criação sólida de um Ryan Gosling cuja presença carismática na tela é ideal para compor tipos lacônicos tipo "Driver" (exibido em Londrina pelo Com-Tour), destituídos de expressiva humanidade exigida em momentos cruciais – Harrison Ford se encaixa mais neste perfil. Diante da elegância formal de "Blade Runner 2049", o espectador é tomado por uma espécie de transe hipnótico. Cada cena está meticulosamente estudada, trabalhada até a perfeição, tanto em exteriores como nos interiores que definem os personagens (a casa de K, a corporação Wallace, o cassino abandonado em Vegas, refúgio de Deckard) e que são uma constante do universo Blade Runner – a convivência entre o novo e o velho, o atual e o clássico – e que se sublima em múltiplas homenagens ao filme ambientado em 2019.
Por último, mas não menos importante. "Blade Runner" imaginou um 2019 em que a inteligência artificial alcançou tal grau de desenvolvimento que os androides são superiores aos humanos, intelectual e fisicamente. A dois anos desse futuro fictício, sabe-se que em alguns anos a robótica invadirá muitas profissões e muitos empregos serão humanamente obsoletos. Stephen Hawking chegou a afirmam que a IA poderia significar o fim da raça humana. É muito provável que nenhum de nós esteja vivo quando os androides pensarem, sentirem e agirem como os replicantes de "Blade Runner", sendo tão iguais a nós. Ou superiores a nós.
Carlos Eduardo Lourenço Jorge
Especial para Folha2
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