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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017
Cidades
30/06/2009

SEXO E COMPORTAMENTO

Culturas dominantes, sociedade da escolha

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Dia desses assistindo ao filme ''Divã'', uma cena fez emergir velhas questões que esporadicamente me implicam numa reflexão inacabada. Ao chegar em casa uma amiga sugeriu-me falar para ''Mulheres que não escolheram queimar sutiãs em praça pública''. Vi-me diante de um desafio, questões que incitam uma forma diferente de pensar, uma possibilidade real de escolhas pouco convencionais, especialmente frente à nossa cultura contemporânea.

Falar sobre elas suscita comentários do tipo: ''Em que mundo você vive?'' No passado, as mulheres não tinham escolha, eram oprimidas, castradas em seus direitos e essências, como pensar, estudar, trabalhar fora de casa, expressar suas expectativas, anseios e potencialidades intelectuais e ''humanas'', além claro, de gozar, gozar a vida.

Nada se podia além de ser mãe, esposa e dona de casa. Papéis muito bem delineados pelas sociedades, religiões, e culturas dominantes da época. Em 1968 em meio às invasões do Vietnã, mulheres em protesto reivindicavam por igualdade de direitos humanos, liberdade de expressão de uma sociedade opressora determinada por homens da elite dominante e a inclusão social das minorias. O objetivo era jogar os sutiãns em uma lata de lixo e queimá-los em praça pública.

Mas foram inibidas e essa tentativa ficou marcada na história como um protesto à ditadura da beleza que era impingida às mulheres daquela época. Nesse contexto o movimento feminista ganhou lugar, significativa distorção e grandes conquistas para as mulheres.

Hoje, a ditadura da beleza é ainda mais rígida e escravizante, leva jovens e mulheres a verdadeiros delírios de uma beleza e juventude utópicas. A mulher correu atrás do prejuízo, atravessou fronteiras de peito aberto, na disputa pelos gabinetes executivos, que antes era de domínio exclusivo masculino e enfrenta uma batalha múltipla. É desafiada pelas artimanhas do preconceito e discriminações. Suas vidas se transformaram numa verdadeira maratona para provarem constantemente que são capazes, e provam. Os efeitos se expressam significativamente na sociedade, inclusive na estrutura familiar.

As mulheres sentem-se sobrecarregadas, ainda desamparadas e não compreendidas. A mulher continua sendo tolhida em seu direito natural e essencial de expressar sua humanidade, pelas vias genuínas de sua especificidade. O feminino amplo, complexo, incompreensível, magnífico. Sem que os extremos da cultura lhe impinjam suas escolhas, sem pagar preços tão altos, sem culpa, sem se sentir menos. A ditadura sociocultural mudou, mas não tanto assim. Impondo-se da mesma forma contra a liberdade da mulher, que enfrentam a retaliação de sua própria classe e da masculina. Hora porque agem como homens e não exercem mais seus antigos papéis, hora porque são preguiçosas e acomodadas, por optarem em preservá-los.

Anaí Licia Couto - psicóloga e psicanalista
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