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Sábado, 24 de Junho de 2017
Cidades
21/04/2017

SAÚDE PÚBLICA - Quatro anos de espera pela UBS da Fraternidade

Moradores protestam pela demora na construção de unidade básica na zona leste

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Saulo Ohara
Saulo Ohara - A unidade da Vila Ricardo, que amanheceu fechada nesta quinta, é responsável pelo atendimento de dez mil habitantes
A unidade da Vila Ricardo, que amanheceu fechada nesta quinta, é responsável pelo atendimento de dez mil habitantes

A Unidade Básica de Saúde da Vila Ricardo (zona leste de Londrina) amanheceu fechada nesta quinta-feira. Lideranças comunitárias e moradores da região impediram a abertura da unidade em protesto pela demora na construção da UBS da Vila Fraternidade, localizada na mesma região. O prédio antigo foi demolido há quatro anos e, desde então, a população dos dois bairros recebe atendimento em um único posto de saúde, na Vila Ricardo. A obra foi orçada e licitada, mas o processo foi revogado pela administração anterior, que alegou problemas de caixa. Durante o protesto, funcionários e usuários com consultas e exames agendados não puderam entrar na UBS, o que gerou muitas reclamações.

"Tenho falado com o Marcelo (Belinati, prefeito) desde janeiro, mas ele pede para a gente esperar porque não tem contrapartida. Ele que reduza o número de secretários. Não podemos deixar a coisa parada do jeito que está. Eu vejo o sacrifício do povo", disse a operadora de telemarketing aposentada, Marlene Dina de Oliveira, uma das lideranças da manifestação.
"Aqui temos todos os problemas que você pode imaginar. Tem mato alto, aqui perto não tem calçada e quando chove a gente tem que vir pela lama. Não tem uma cobertura para os usuários esperarem. Quem chega mais cedo fica na chuva esperando o posto abrir", reclamou o aposentado Claudinei Sanches. "E desde que passaram a atender todos os moradores em uma só unidade, o atendimento ficou muito mais demorado porque é muita gente, embora a gente não possa reclamar dos funcionários", acrescentou.

"A gente tem que vir da Vila Fraternidade e do Pindorama a pé, tem subida, tem idosos que não conseguem andar até aqui. E quando chega, fica uma hora esperando só para medir a pressão. Eu até já desisti de controlar minha pressão porque demora muito", disse a balconista desempregada Laureci Aparecida Vicoli.

A aposentada Santina Barbosa Ribeiro mora em frente ao local onde antes funcionava a unidade da Vila Fraternidade e fica inconformada com a demora e o descaso do poder público nos cuidados com o terreno. "Aquilo está cheio de lixo e mato. Foram lá carpir e não carpiram direito. Está muito feio."

O protesto irritou usuários que necessitavam de atendimento. "Ninguém tem culpa. O posto é nosso. Nós já aguentamos vocês por quatro anos. Minha neta está lá com febre e não consigo entrar por causa desse protesto. Eles enfiaram vocês nesse posto, vocês não deveriam ter aceitado", criticou Silvana da Silva Cunha. "Acha que o povo vai apoiar esse protesto se vocês deixarem o posto fechado? Quer fazer as coisas, faça direito porque o povo é prejudicado. Por que não faz o protesto lá na Vila Fraternidade?", sugeriu a dona de casa Elaine Cristina de Camargo Aparecido, que grávida de oito meses e com diabetes esperava em jejum para fazer um exame de sangue.

DÉCADA DE 1970
A UBS da Vila Fraternidade, que também atendia os moradores do Jardim Pindorama, foi inaugurada na década de 1970 e foi o primeiro posto de saúde do município, localizado entre as ruas Santa Cecília e Madalena. Mas o imóvel teve de ser demolido porque apresentava sérios problemas estruturais. A nova unidade deverá ser construída no mesmo local. A obra foi orçada em R$ 1,150 milhão e o processo de licitação, concluído, mas o projeto não saiu do papel porque até agora a prefeitura só dispõe de R$ 650 mil para a execução, liberados pelo governo estadual.

Nesta quinta-feira, o secretário municipal de Saúde, Felipe Machado, esteve na UBS da Vila Ricardo para falar com os manifestantes. Após a sua chegada, por volta de 8h20, a unidade foi reaberta e iniciou os atendimentos normalmente. Machado conversou com os manifestantes e explicou o que impede a construção da unidade da Vila Fraternidade. Segundo ele, a prefeitura tenta buscar os R$ 500 mil que faltam para poder iniciar a obra e estuda outras alternativas.
O secretário lembrou que o prédio antigo tinha cerca de 300 metros quadrados e o novo prédio foi projetado com cerca de 400 metros quadrados. Uma solução seria reduzir a metragem da nova unidade para aproximadamente 300 metros quadrados e tentar viabilizar a obra com os R$ 650 mil já disponíveis e uma contrapartida menor do município. A outra possibilidade seria o governo do Estado liberar todo o recurso necessário.

Machado destacou, no entanto, que a empresa vencedora da licitação para a realização da obra já solicitou uma revisão de preço e, provavelmente, quando for iniciada a construção, os valores deverão ser alterados. "A gente vem buscando alternativas para efetivar essa obra, mas temos um deficit projetado para 2017 de R$ 120 milhões. Temos o compromisso de agilizar esse processo dentro dos órgãos internos da prefeitura", declarou. Na conversa com os manifestantes, Machado também se comprometeu a apresentar uma resposta dentro de um mês.

A UBS da Vila Fraternidade atendia quatro mil usuários do bairro e do Jardim Pindorama e a UBS da Vila Ricardo é responsável pela assistência a outros seis mil moradores. Desde que o atendimento foi unificado, a UBS da Via Ricardo passou a concentrar 10 mil atendimentos.
Simoni Saris
Reportagem Local
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