VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Cidades
07/11/2017
TEMA DA REDAÇÃO DO ENEM

Inclusão de surdos ainda precisa ser aprimorada em Londrina, afirma diretora do Iles

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

Do terceiro e último andar do prédio cinquentenário do Iles (Instituto Londrinense de Educação de Surdos), moradores do pacato Jardim Caravelle, zona leste de Londrina, escutam batuques ininterruptos. A baqueta "machuca" o tambor. O prato se esgoela no agudo. O carnaval fora de época acontece quando o pernambucano Irton Silva, ou Batman Griô, educador musical, afasta as cadeiras da ampla sala e convida mais de 40 alunos do ILES para uma verdadeira festa, que ganha ressonância com a mistura de diversos sons.
PUBLICIDADE



A educação de surdos, seja ela musical ou não, nunca esteve tão atual no Brasil. Até foi tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no último domingo (5). Mas, para a diretora do colégio do ILES, Doralice Dias da Silva, o assunto ainda é tabu para muita gente. "Hoje temos 80 alunos que começam desde cedo, prosseguem até o 3ª ano do Ensino Médio e depois são lançados ao mercado de trabalho. Porém, a inclusão não é concretizada porque parte da sociedade ainda não está adaptada para receber esse público", avaliou.

Segundo Doralice, mesmo em um ambiente familiar, o preconceito pode aparecer. "Eles ficam excluídos e sentem-se incapacitados para enfrentar novos desafios, como o emprego, por exemplo. Aqui no ILES, priorizamos essa didática de inclusão, que ganha um auxílio enorme com a música". Aproveitando a tendência ditada pelo Enem, a organização do FML (Festival de Música de Londrina), que em 2017 completou 37 anos, convidou Irton Silva para dar um concerto didático aos estudantes surdos na oficina "Som da Pele".

Gina Mardones
Gina Mardones


Gabaritado por ter tocado na cerimônia de encerramento das Paralimpíadas da Rio 2016, Silva, por meio de um sistema conhecido como "MusiLibras", ensina o alfabeto dos sons com um metrônomo visual e instrumentos adaptados com sensores. "O mais importante é que a cidadania está sendo trabalhada. Além de ajudar na concentração, a repetição dos movimentos corporais aprimora outros aspectos do desenvolvimento humano", ressaltou a coordenadora pedagógica do FML, Magali Kleber.

Apesar de estar de passagem em Londrina, a oficina ministrada por Silva no ILES pode estar presente em outras edições do Festival de Música. "Somos analfabetos em libras. O som tem que ser bem forte porque o surdo entende a linguagem por meio da vibração. Quando mais intenso, melhor", afirmou Doralice. "É esse o tipo de relação institucional em que todo mundo sai ganhando. É essencial para a sobrevivência das prioridades da sociedade", conclui Magali Kleber.

Serviço

O ILES fica na Rua Madre Tonina Ugoline, 35, Jardim Caravelle, e atende de segunda a sexta-feira, de 8h às 11h45 e de 13h30 até 17h45.
Rafael Machado
Grupo Folha
PUBLICIDADE
CONTINUE LENDO
AVENIDA PARANÁ

Você não é bem-vinda, Judith Butler!

Jovem londrinense organizou petição nacional contra a poderosa rainha da ideologia de gênero

URBANISMO

Chuvas agravam problema dos buracos nas ruas de Londrina

Com o grande volume de água, novos buracos surgem e os que já existiam ficam ainda maiores

CATÁSTROFES

3,9 mil pessoas são atingidas pelas chuvas no Paraná

Em Tamarana, Secretaria de Assistência Social recebe doações para atender a comunidade

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Assine a Folha de Londrina
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados
HOSPEDADO POR
Hospedado por Mandic