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30/05/2012

CRIATIVIDADE - Fogo em evidência

Alunos do curso de Tecnologia de Design de Interiores, da Unopar, aceitaram o desafio de criar um objeto de decoração tendo o fogo como fonte de iluminação

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Os alunos do 1º semestre do curso de Tecnologia de Design de Interiores, da Universidade Norte do Paraná (Unopar), receberam uma proposta desafiadora: criar um objeto de decoração capaz de iluminar o ambiente por meio do fogo. A ideia motivou a turma, que desenvolveu objetos criativos e dotados de personalidade. O trabalho, de cunho multidisciplinar, rendeu nota para as disciplinas de teoria da cor e composição em ambiente e história da arte.

A professora Eliza Gerais Greca explica que o trabalho foi uma proposta inovadora e os resultados foram muito positivos. ''O projeto envolveu cerca de 130 alunos. Todos se empenharam, buscando inspirações em variados estilos visuais e em artistas de diferentes épocas'', comenta.
A criação do objeto, segundo a professora, foi toda do aluno. ''Eles contaram com a ajuda de marceneiro e serralheiro para concluir o trabalho, mas acompanharam todas as etapas'', explica.
Para desenvolver o trabalho, os alunos realizaram um estudo sobre o estilo visual de sua preferência, associando-o a um artista representante do período. O fogo poderia ser representado de diferentes formas com a utilização de velas, tochas e carvão, por exemplo. ''O aluno podia utilizar uma grande variedade de materiais, tais como ferro, madeira, concreto, material recilado, entre outros'', pontua Eliza.
A ousadia das cores também era obrigatória, de acordo com a professora, por isso peças em branco e preto não foram aceitas. ''A intenção foi de incentivar o aluno a pensar de forma diferenciada a questão da criação pela forma e pela cor, fazendo associação ao elemento fogo'', diz a professora, destacando que o objetivo também foi suscitar novas emoções e sensações pelo uso inovador de materiais, texturas, formas, cores e luz.

Fotos: Cesar Augusto


Pop Up - A peça criada por Deborah Regiane Fabio lembra uma Pin-Up do movimento Pop Art. Sua inspiração foi o artista Andy Warhol. A ideia foi fazer menção aos anos de 1950. O fogo é colocado em seis velas pequenas dentro do objeto. O material utilizado foi chapa de calha reciclado



A arapuca - O trabalho de Isabela Rocha Dona tem o artista Pablo Picasso como motivador, por valorizar formas geométricas e dar a sensação de profundidade. O fogo é colocado em uma base de estopa. As chamas refletem em um espelho colocado propositalmente atrás do fogo



Coraline - A aluna Débora Aline da Silva transmite conceitos do impressionismo, utilizando cores próprias do movimento. Sua inspiração foi Jack McDonald, artista canadense que retratava cenas de rua. As velas em formato de flor conferem delicadeza ao projeto



Nem só de preto vive o gótico - A luminária, desenvolvida por Kleder Zamberlan de Castilho, é inspirada no movimento gótico. O foco foi a arquitetura da Catedral de Notre Dame, reproduzida por meio dos vitrais de acrílico. A estrutura é toda em ferro. Pequenas velas foram colocadas atrás dos vitrais



Melindre - A luminária de jardim faz referência ao movimento artístico Nouveao. O objetivo também foi lembrar as famosas melindrosas, que marcaram o século XX pela ousadia. Por isso, incluiu-se detalhes em pérolas. A autora do projeto Karina Garcia investiu em traços delicados e bem delineados, próprios do período



Araquelustre - Brenda Oliveira inspirou-se no artesão brasileiro André Oliveira e no período do modernismo, utilizando cores ousadas, como o azul, amarelo e laranja. Em formato de aranha, a estrutura do objeto é toda em arame e a base em madeira



Guarda-velas - O trabalho assinado por Sara Fisher traz traços do modernismo. A estrutura da luminária é uma armação de guarda-chuva. As velas são colocadas em suporte de vidro e os detalhes ficam por conta de pequenas miçangas



Escada Luz - Inspirada no artista americano Dan Flavin, Valdicleia do Prado Raimundo faz menção ao estilo contemporâneo conceitual. Os materiais utilizados são alumínio reciclado e o suporte das velas são filtros de ar de ônibus



Mania de Cor - O abstrato e o figurativo das obras do artista José Gonçalves Trindade estão na peça desenvolvida por Márcia Rossato, que lembra a silhueta de uma mulher. Uma mistura de cores fortes dão personalidade ao projeto, que tem detalhes em vidro e conta com um espelho para refletir as chamas



Peacock Fire - O trabalho de Wesley Bologna tem o arquiteto Gaudi e a arte nouveau como inspiração. A ideia foi desenvolver um elemento em três dimensões com brilho e cores fortes. O pavão foi escolhido por ser figura forte na época em que o trabalho se inspirou



Doce ferro - Reinaldo Brandini traz a arte contemportânea e as obras do artista José Rezende, mais especificamente no Monumento da Preaça da Sé. Os materiais utilizados foram trilho de trem e bloco de cimento. As lenhas, que compõem o objeto, dão um toque especial ao trabalho



Burguesinha - A luminária de chão foi desenvolvida a partir dos conceitos do estilo rococó. As linhas delicadas e retorcidas fazem referência ao artista francês Jean Honoré, pintor da classe burguesa da época. As pedras conferem delicadeza e sofisticação à luminária desenvolvida por Sandra Virginia Matias Michitichuc



Mistura delicada - Nadir Gomes se inspirou em Joaquim Tenreiro, designer brasileiro reconhecido nacional e internacionalmente pelo trabalho com móveis. A ideia foi mesclar o antigo com o novo. O diferencial fica por conta dos pés trípodes que são a base das pontas onde as velas são colocadas.

Paula Costa Bonini
Reportagem Local
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