VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Segunda-feira, 22 de Maio de 2017
Cadernos Especiais
12/10/2008

Limite para a vaidade faz bem à saúde

Especialistas dizem que transformar o corpo em um rascunho passível de ser corrigid aponta para a dismorfia corporal

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois
Arquivo Folha/02-04-2008
O cinqüentão Michael Jackson: sem precedentes na história do bisturi

São Paulo - Um dos sete pecados capitais, a vaidade, é também um vespeiro. Que o diga o cinquentão Michael Jackson, beauty victim sem precedentes na história do bisturi, e nossas celebridades instantâneas, como a mulher-melancia, mulher-melão, mulher-moranguinho e a mulher-maçã, abacaxis estéticos que perseguem a fama a qualquer preço.
''Estas celebridades são absolutamente passageiras e não chegam a deixar marcas. Por outro lado, propagam a idéia de que o sucesso está sempre atrelado à exposição do corpo, ainda que seja pela via do riso, do ridículo'', opina Niraldo de Oliveira Santos, psicanalista da Divisão de Psicologia do Hospital das Clínicas e coordenador do curso de especialização em transtornos alimentares e obesidade do Centro de Estudos em Psicologia da Saúde (CEPSIC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Mas quando a vaidade ultrapassa os limites, é outra história. Transformar o corpo em um rascunho passível de ser corrigido/modificado aponta para o que a psiquiatria tem chamado de dismorfia corporal ou transtorno dismórfico corporal, termo que diz respeito a uma preocupação excessiva com algo relacionado ao corpo ou imagem. A preocupação obsessiva, seja com rugas na face, com o tamanho do nariz ou com a calvície, por exemplo, torna-se motivo de grandes prejuízos, comprometendo relacionamentos interpessoais em diversos níveis, podendo levar a inibições na vida amorosa, no trabalho, na escola. Achar defeitos em tudo o que vê em si é, em grande parte, consequência de uma insatisfação em outros âmbitos e, geralmente, está associado a condições depressivas.
Promovida a bem de consumo, hoje a cirurgia plástica é acessível (pode até ser parcelada), o que aumenta a procura por tais intervenções. Salvo comportamentos compulsivos (não só na estética, como na comida, no consumo), cuidar do corpo tem um viés positivo, como fala o psicanalista: ''Devemos considerar a possibilidade de fazer cirurgias estéticas como um ganho, um avanço da ciência em relação à decadência natural do corpo. Com o crescente aumento da expectativa de vida do brasileiro, é esperado que estes cuidados ou procedimentos cresçam ainda mais e, como todo modo de satisfação disponível no mundo, não podemos culpar o objeto de prazer, mas sim a maneira como alguns fazem uso dele''.
Porém, como lembra o especialista, não se deve esperar que a beleza seja o remédio para todos os males. ''Costuma-se associar o sucesso financeiro a um corpo magro, ágil e produtivo. A mídia pode veicular a noção equivocada de que a administração do corpo (ser magro, por exemplo) é o ''cartão de visitas'' que garante a felicidade no amor e na profissão, incondicionalmente.''
Se em terras tropicais o corpo jovem e sarado é passaporte para a fama, aceitação social e auto-estima, na Suécia nossas suculentas mulheres frutas seriam um fiasco. Segundo a dermatologista Ligia Kogos, que atende a rainha Silvia, é costume local seguir à risca o ditado que diz que mulher é como vinho. ''Os suecos encaram com naturalidade a perda dos atrativos físicos a partir dos 35 anos. Curiosamente, no país onde é fabricado o preenchedor Restylane, os dermatologistas são comedidíssimos nos tratamentos, mesmo quando se trata do rosto de uma mulher de 70 anos.''
No caso das celebridades brazucas que disputam o maior bumbum, o maior peito, a maior boca, o risco é de as pessoas do outro lado da telinha se espelharem nas Vênus turbinadas. ''A TV é o nosso Oráculo de Delfos. Através dela, os leigos recebem informações, muitas vezes distorcidas, sobre cirurgias e outros procedimentos estéticos.'' Segundo Ligia, a culpa dos excessos é do médico, e não do paciente. ''Se Monalisa viesse ao meu consultório, aumentaria os lábios dela. Mas, por outro lado, não serão os lábios finos que a fazem ser Monalisa? Por isso, cabe ao médico ponderar, apontar o que é seguro e que pode ser caricato.''
A dermatologista lembra que a vaidade é como um termômetro emocional. ''O primeiro sinal da depressão é o abandono dos cuidados com a aparência. Do lado extremo, quando aparência vira uma idéia fixa, a vaidade tem o efeito de uma droga.''
Vera Fiori
Agência Estado
Continue lendo
10
Continue Lendo
Assine a Folha de Londrina
EDITORIAS
PolíticaGeralMundoCidadesEconomiaEsporteFolha 2OpiniãoFolha MaisEleições 2016Índice de Notícias
SEÇÕES
ChargeColunistasIndicadoresTempoHoróscopoEdição DigitalGaleria de FotosClassificadosCadernos EspeciaisPromoçõesLoterias
SEMANAIS
Folha GenteCarro & CiaImobiliária & CiaSaúdeEmpregos & ConcursosFolha CidadaniaNorte PioneiroMercado DigitalFolha RuralReportagemCozinha & Sabor
CLASSIFICADOS
VrumLugar CertoFolha ClassificadosDiversos
SERVIÇOS
ComercialArquivoCapa do ImpressoExpedienteClube do AssinanteFale ConoscoAviso LegalPolítica de PrivacidadeTrabalhe ConoscoQuem SomosGuia GastronômicoAssine Já!
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados