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Cadernos Especiais
24/06/2007

IDIOMA PRÓPRIO - O código da gíria

Seria um mecanismo de criação de identidade? Uma forma de reforçar o vínculo a um grupo? Ou apenas, e de fato, a marca da comunicação entre os jovens?

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AFP Photo/Carl de Souza
No cenário atemporal de Stonehenge, sul da Inglaterra, ícones da juventude de ontem e de hoje unem-se na celebração do Solstício de Verão

São Paulo - Sabe aquela cara de ''ponto de interrogação'' que o seu pai faz quando você fala que a balada do final de semana foi ''irada''? O ''velho'' não entende muito bem se o passeio foi bom ou ruim e pode até questionar se os frequentadores do local onde você esteve estavam bravos. A mesma expressão de dúvida pode aparecer no rosto da sua mãe quando, depois de um pedido dela, você responde: ''Ah não! Tô sussa.'' Para eles, não é nada simples falar a ''língua'' dos filhos.
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Espalhados pelo mundo, são cerca de 6,8 mil dialetos diferentes. Cada país ou comunidade tem uma maneira de estabelecer a comunicação. Mas existe um tipo de ''idioma'' que nem as escolas mais especializadas são capazes de ensinar. São as famosas ''gírias'' que saem da boca de dez em cada dez adolescentes. É tão natural que, expressões como ''tá ligado'', meninos e meninas falam quase sem perceber.
A galera jovem tem a mania de achar que os ''mais experientes'' são incapazes de entender a insistência por este tipo de linguagem. A reportagem propõe então o seguinte teste: procure alguém com mais de 40 anos e pergunte qual era a ''coqueluche do momento'' quando ele ou ela era jovem. Não entendeu nada? Acha que é doença? Pois bem...
Não é de hoje que as gírias são uma marca da comunicação adolescente. ''A gíria é mais um mecanismo para a criação da identidade. Isso sempre existiu'', afirma o linguista Sírio Possenti, do Instituto de Estudo de Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). ''É um código usado por quem faz parte de um determinado grupo para reforçar que ele pertence àquela turma específica.''
Na visão do especialista, as gírias são utilizadas pelos adolescentes justamente com o objetivo de não serem entendidas pelos mais velhos. ''Às vezes, os pais ficam chateados porque não entendem o que os filhos falam. Ótimo. Isso significa que a gíria cumpriu seu papel'', brinca Possenti.
Portanto, como seus pais ou avós já foram jovens um dia é bem capaz que eles tenham tido muita dificuldade em conversar com os pais e avós deles. Naturalmente, o dialeto utilizado por quem era menor de 18 anos na época também funcionava como uma ''marca juvenil'', que não podia ser traduzida para os adultos.
Por exemplo, quando Vera Coimbra, hoje com 86 anos, era apenas um ''brotinho'', qualquer gíria falada dentro de casa resultava em castigo. ''Quem saísse da linha ou deixasse escapar alguma palavra que fugia da linguagem formal era considerado mal-educado'', lembra.
Os tempos passaram, Dona Vera teve filhos e netos e a situação das gírias ficou bem diferente. ''Nos tempos da jovem guarda (anos 60), meus filhos começaram a falar um monte de gírias. Era um tal de 'brasa mora pra lá e pra cá'. Eu não entendia nada. Mas hoje é bem provável que eu diga um monte delas e nem perceba'', assume a vovó moderna que, no bate-papo com a reportagem, deixou escapar uns ''bacana'' e ''legal''.
Assim como a moçada de hoje, os mais velhos já tiveram os seus períodos ''moderninhos''. Mas, com o passar do tempo, a tendência é que algumas gírias saiam de moda. ''As expressões deixam de ser usadas quando não cumprem mais a sua função social. Quando todo mundo passa a entender o que significa o jargão, ele não é mais um código específico e, então, é abolido'', explica Possenti.
Fernanda Aranda
Agência Estado
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