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Cadernos Especiais
12/10/2008

Entre prédios históricos

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Marcos Borges
Luciana (alcunha fictícia), 60 anos, passa as tardes no Passeio Público, onde acerta seus programas

  Curitiba - ‘‘Venha nos entrevistar daqui a alguns anos. Estaremos aqui’’, comenta uma moça de 36 anos na Rua 13 de Maio, região central de Curitiba. Sua dica é buscar pelas senhoras na praça Santos Andrade, situada entre o Teatro Guaíra e o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná. Em um banco da praça, conversam, como velhas amigas, Linda, 49, e Márcia, 45. ‘‘Somos umas dez trabalhando na praça’’, explica Linda, que repete a mesma rotina diariamente há 20 anos: das 10 às 17 horas espera por seus clientes em um banco com vista para o prédio histórico. ‘‘Fui chegando, fiquei aqui e daqui não saio mais. Os conhecidos vêm nos procurar. Além disso, é uma praça gostosa.’’

  Já Márcia não tem tanto carinho pelo lugar. ‘‘Quem é que vai gostar desta vida lazarenta? Tentei até ser doméstica, mas não deu certo. Peço a Deus: um dia eu saio.’’ Aos 25, depois de se separar do primeiro marido, Márcia começou a vender bilhetes de loteria. Conheceu as meninas que ofereciam serviços sexuais e acabou se enturmando. Hoje, prefere trabalhar durante o dia, por uma questão de segurança. ‘‘À noite, todos os gatos são pardos’’, diz.
  O marido de Linda a conheceu na rua, há 17 anos, e não gosta de sua profissão. ‘‘Mas ele procura esquecer o que vou fazer e eu saio de casa como se estivesse indo dar uma volta.’’ Com a chegada da idade, as coisas mudaram. ‘‘Antes fazia de dez a 20 programas por dia. Hoje um ou dois no máximo e fico exausta por levar chá de espera no banco.’’ Linda cobra no mínimo R$ 20 por programa e, em casos raros, chegou a receber R$ 50. ‘‘Você acha que só menina nova faz essas coisas?’’
  ‘‘Enquanto eu puder com as pernas, eu não derrubo o barraco não’’, comenta Marlene, 49, colega de praça de Linda e Márcia. Ficar em casa seria para ela o mesmo que virar uma ‘‘velha coroca’’. Marlene também vê mudanças. Do passado, se recorda da época em que ganhou entre R$ 100 e R$ 150 por dia. ‘‘Estão preferindo as mais novas. As velhas estão ficando para tia’’, diz. Por fim, propõe um abaixo assinado para a reabertura do Hotel Rota Nova, fechado pela prefeitura. (R.U.)
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