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Cadernos Especiais
03/09/2008

ELEIÇÕES - Saúde e transporte, entre as prioridades

Atual prefeito e candidato do PSDB, Beto Richa quer continuar investindo na saúde e melhorar o transporte na Capital

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‘É importante combater as causas que são o desemprego e as desigualdades sociais’
Fotos: Diego Singh
‘Estabeleci a educação como a prioridade da nossa gestão e acredito que deve ser a prioridade de todo o governante’

FOLHA DE LONDRINA: Em sua opinião qual o serviço mais eficiente prestado hoje pela prefeitura e qual o que mais precisa avançar?
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BETO RICHA: Os serviços da prefeitura são muito eficientes. Talvez a educação. Estabeleci a educação como a prioridade da nossa gestão e acredito que deve ser a prioridade de todo o governante. Na saúde, investimos muito. O nosso compromisso do plano de governo passado era reformar ou construir 25 unidades, vamos fechar o ano com 54 unidades. Temos que avançar bastante na saúde. O que acontece: filas em creche, filas em unidades de sa© úde, muitas pessoas procurando a fila da Cohab. Por que isso? Quando você melhora a qualidade de um serviço prestado, o que acontece? Aumenta a demanda. O mesmo acontece nas unidades de sa© úde, vem pessoas da Região Metropolitana, do interior do estado se consultar em Curitiba porque aqui o atendimento tem qualidade. Temos que continuar avançando, melhorar a estrutura física, contratar mais profissionais.

FOLHA: E atualmente qual o principal problema que o senhor vê na saúde e como pretende resolvê-lo?
BETO: O principal problema são filas em algumas unidades, que vamos resolver com o disque-saúde, o pronto atendimento médico nas unidades e a contratação de mais 1.300 profissionais. O disque-saúde é um serviço de agendamento de consultas por telefone.

FOLHA: A cidade chegou à marca de um milhão de veículos, como resolver o problema dos congestionamentos?
BETO: Aqui temos trânsito lento. Agora o trânsito parar, como é São Paulo ou Rio de Janeiro ou outras cidades, ainda não chegou a este ponto. Mas, mesmo assim, com o aumento da frota de veículos já nos alertamos para a necessidade de melhoria do nosso trânsito. Tanto é que iríamos fazer o anel viário. Fizemos os binários, estamos melhorando o nosso sistema de transporte coletivo. Baixamos a passagem que era a mais cara do Brasil e hoje é a 26 no ranking nacional e instituímos a domingueira - hoje só se paga R$ 1,00 no domingo em Curitiba para andar de ônibus. Para o segundo mandato vamos implantar o sistema integrado de mobilidade e também a central de controle operacional por câmeras para controlar o trânsito da cidade.

FOLHA: E o projeto do metrô? Tem um cronograma, como ele vai ser implantado?
BETO: Estamos no processo de licitação para contratação do anteprojeto. Tivemos uma demanda judicial, assim como o consórcio do lixo e já estamos derrubando para começar isso. Essa é uma decisão inadiável e se tudo correr bem começamos essa obra no segundo semestre do ano que vem.

FOLHA: E qual seria o itinerário?
BETO: Ficará no eixo norte-sul, sob as canaletas, do Santa Cândida até a CIC Sul, passando pelo Pinheirinho entrando na Linha Verde e vai até a divisa com a Fazenda Rio Grande, ali bem no cruzamento da Linha Verde com o Contorno Sul. Ali é uma área nobre onde deverá ser a estação principal de integração do metrô com o ônibus.

FOLHA: Já existe uma estimativa de custo para este empreendimento?
BETO: O custo é elevado como todo metrô. Precisamos fazer antes o anteprojeto para levantar com mais precisão quanto vai custar.

FOLHA: Por que até o momento não se conseguiu integrar totalmente o transporte coletivo da Região Metropolitana?
BETO: Tem municípios que não se interessaram em fazer a integração com Curitiba e não podemos obrigar ninguém a fazê-lo. Por outro lado tem os custos de uma integração como essa. E tem que haver demanda, porque a remuneração aqui é por quilômetro rodado, então não adianta mandar um ônibus lá num canto para pegar alguns passageiros. Vai sair mais caro e acaba onerando os demais usuários.

FOLHA: E a licitação do transporte coletivo? Como está?
BETO: Acontece este ano sem dúvida. Até concordo que estamos alguns meses atrasados, mas se for levar em conta que na história de Curitiba nunca houve uma licitação do sistema de transporte, acho que dá para aguentar mais alguns meses e fazer algo que seja mais adequado para a nossa cidade. E atrasou, sobretudo, devido à demora de votação e aprovação na Câmara Municipal. Mas acontece, isso eu garanto, e este ano ainda.

FOLHA: O edital será pelo menor preço, pela melhor tarifa, o que está previsto?
BETO: Isso tudo está sendo avaliado. Pelo menor preço também. Mas é uma avaliação mais criteriosa, não só o melhor preço, mas a qualidade do serviço, a solidez da empresa.

FOLHA: O senhor pode se comprometer, se eleito, a ficar na prefeitura até o final do mandato ou uma candidatura ao governo do Estado não estaria totalmente descartada?
BETO: Queria te explicar essa situação que daí acho que vou poder responder de forma mais completa a sua indagação. Faço política para servir e assim eu aprendi com meu pai, em casa, no convívio diário com seu estilo de fazer política. Para ser candidato à reeleição coloquei essa decisão nas mãos dos curitibanos. Falei: vou avaliar as pesquisas. Se estiver ainda com alto indíce de aprovação popular e portanto for uma sinalização dos curitibanos que querem dar continuidade ao nosso trabalho aí posso aceitar uma convocação. Senão, também com a maior tranquilidade, me retiro. E foi o que aconteceu. Hoje estamos com 85%, 89% de aprovação da nossa gestão. Se meu nome está sendo cogitado, e fico de certa forma honrado por merecer essa lembrança dos paranaenses, é em função da nossa administração aqui. Agora sou candidato a prefeito e sei que o mandato é de quatro anos. Tudo no seu devido tempo.

FOLHA: Na sua opinião, até onde vai a atuação da Guarda Municipal, quais são as responsabilidades que ela assumiu e o que ela vai realizar ainda?
BETO: Quero lembrar que segurança pública é uma atribuição, uma responsabildade constitucional do governo do Estado e do governo Federal. Mas fizemos a nossa parte e até extrapolamos as nossas competências. Contratei 513 guardas municipais nessa gestão e hoje é a maior guarda proporcional ao número de habitantes do Brasil. Os avanços são enormes e agora para o segundo mandato temos a contratação de cerca de 500 guardas a mais, a implantação de câmeras de monitoramento nos bairros, uma central em cada regional da cidade. Melhoramos a iluminação pública que é importante na área de segurança, a urbanização de áreas de risco social. Agora é importante também destacar que não basta cuidar apenas dos efeitos da criminalidade. É importante combater as causas que são o desemprego e as desigualdades sociais, nessa área nós avançamos muito.

FOLHA: No caso de Vêronica Durau, sogra de seu ex-funcionário, Ezequias Rodrigues, contratada para o seu gabinete na Assembléia Legislativa e segundo ele admitiu...
BETO: Ela não foi contratada no meu gabinete.

FOLHA: Ela não foi contratada pelo seu gabinete?
BETO: Não, ela foi contratada junto à direção da Assembléia Legislativa, o que foi esclarecido inclusive junto ao Ministério Público. Ela foi locada no meu gabinete.

FOLHA: Mas segundo ele mesmo admite, o Ezequias, ela nunca trabalhou lá e recebia esse salário. Como o senhor vê essa situação? Como isso aconteceu e qual foi a sua responsabilidade em relação a isso?
BETO: Bom, minha responsabilidade é nenhuma. Não tive participação alguma nisso. É o chefe de gabinete que controla os funcionários. Mas por parte do Ezequias, pelo menos ele reconheceu seu erro e isso é dificil no País. Se todo mundo que errou nesse País reconhecesse seu erro e devolvesse aos cofres públicos aquilo que foi apontado como irregular certamente o Brasil estaria numa situação muito melhor. Então nesse aspecto, o Ezequias reconheceu o seu erro e teve a hombridade e a decência de devolver e acertar o que ele deve. Não tive participação nenhuma nisso, tudo foi esclarecido. Ele não está mais na prefeitura inclusive.

FOLHA: E como ficou seu relacionamento com ele? Vocês tinham um relacionamento bastante próximo. Ele pediu exoneração?
BETO: Ele pediu exoneração. Ele saiu embora ainda tenha ligações com o partido, com o PSDB. Mas com a prefeitura ele não tem nenhuma ligação.

FOLHA: E o relacionamento pessoal que o senhor tinha com ele, de amizade?
BETO: Para resumir isso eu vou citar uma passagem biblíca que eu acho que merece. Eu não perdôo o pecado, eu perdôo o pecador.

Beto Richa

Principais propostas
- Implantação do metrô do Santa Cândida ao CIC Sul
- Sistema inteligente de engenharia de tráfego
- Disque-saúde – serviço de agendamento de consultas por telefone
- Contratação de mais 500 guardas municipais
André Amorim e Karla Losse Mendes
Equipe da Folha
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