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Cadernos Especiais
23/10/2008

Aniversário da Fifi

A festa é da poodle toy, mas a família Merlin comemora ao ver a Vovó Lourdes, que sofre de mal da Parkinson, em atividade

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Fifi acompanha Vovó Lourdes em todas as atividades. Ela protege a sua dona e os amigos alertam: ‘No colo ela é um perigo’

Filha de Shaquille O‘Neal e Chaiene, registrada sob o PRG 01/04625, a poodle toy Josephine Merlin completou sete anos de idade neste mês. No domingo passado, a família Merlin comemorou o seu aniversário com uma festa que já é tradição na residência construída em 1902, no Centro de Curitiba. Fifi, como é conhecida a pequena bolinha preta e peluda, 40 centímetros do rabo ao fuço, chegou na casa em 2001.
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  A dona oficial da cachorrinha é Maria de Lourdes Merlin, 86 anos. No começo de 2000, vovó Lourdes estava triste e deprimida. Na casa construída por seus pais, Luiz e Virginia, os únicos animais restantes eram aqueles que viviam em sua lembrança: Cravinho, Violeta e Piri. Depois de um derrame, da chegada do mal de Parkinson e de uma ponte de safena no coração, Lourdes estava sem motivações para seguir adiante. Isabel, sua irmã, pediu que sua sobrinha Virginia escutasse sua prece: ela queria um cachorro.
  Fifi veio dentro de uma sacola trazida de ônibus por Nilce Firmino de Cruz, 51, a dona do Quenfileds’s Kennel – grafado erroneamente graças ao pouco conhecimento na língua inglesa do responsável pelo registro. Nilce ficou muito incomodada: achou que a cachorrinha só ia levar confusão para a família, fazendo xixi por todos os lados e que, por fim, a senhorinha não ia dar contar de tamanha energia. Porém, dos mais de mil animais que já criou, Fifi foi dos que mais lhe trouxe boas recordações. ‘‘Era como se tivesse chegado um bebê. A casa era uma alegria só’’, lembra.
  Desde então, ano após ano, comemoram o aniversário da Fifi. ‘‘O cachorro é só uma desculpa. A idéia é motivar a avó e também recolher doações. Acredito piamente que ela tem na Fifi a motivação para viver’’, conta Ewalda Stahlke, dermatologista, que é amiga da família, há mais de 20 anos, e ocupa o cargo de ‘‘palpiteira oficial’’ nos preparativos para a festa que começam 30 dias antes.
  Ao invés de presentes, o convite pede que se leve dois quilos de ração para serem doados aos mais de 800 cães e gatos da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba, a qual vovó Lourdes ajuda há décadas e que foi escolhida para receber os donativos deste ano. Os 80 convidados levaram 243 quilos de ração.
  
Borboleta
  As festas, sempre temáticas, já passaram por ‘‘circo’’, ‘‘praia’’ e ‘‘anos 50/60’’, em que um conhecido fez as vezes de Elvis cover. Os gastos, por sinal, são mínimos e sempre contam com a ajuda de amigos e familiares que se tornam voluntários. O tema deste ano foi eleições. ‘‘Sempre escolhemos algum assunto que a minha mãe goste muito’’, comenta Virginia Merlin, 50, que tem duas irmãs e um irmão.
  ‘‘Não é uma festa para cachorro, mas uma festa beneficente para arrecadar fundos para cachorros carentes’’, diz Virginia. ‘‘É uma reunião de amigos’’, completa vovó Lourdes. Do tema eleições, estabeleceram uma decoração a partir do símbolo de uma borboleta, o partido da ‘‘cãodidata’’.
  Ao chegar na casa, cada um dos convidados recebia uma pequena cédula de papel para deixar uma mensagem e confirmar o seu voto na candidata única Josephine Merlin, do Partido Borboleta. ‘‘Um animal alegre e colorido, que voa de galho em galho como um político troca de partido’’, explica a filha Virginia.
  Ao fundo, toca a ‘‘Marchinha para Vovó Lourdes’’, um presente de Reinaldo Godinho, que já fez diversos jingles para campanhas políticas. ‘‘É Josephine aqui, é Josephine ali, é Josephine lá! No colo da Lourdinha, ela é preta, do Partido Borboleta.’’ A música se alterna com uma gravação do carro dos sonhos, esses também vendidos por políticos.
  Por toda a casa, preparada para a festa em seu interior e exterior, foram distribuídas pequeníssimas borboletas de papel, feitas uma a uma pela dona da aniversariante.
  ‘‘Nesses 30 dias, fazemos, eu e Vovó Lourdes, uma série de projetos para a festa’’, diz a terapeuta ocupacional Sara Dias Sampaio enquanto aponta para um quadro bordado por Lourdes em que Fifi é retratada. ‘‘A mãe hoje é outra pessoa. Tá passada a limpo’’, completa, feliz, a filha Virginia.
Rafael Urban
Equipe da Folha
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