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Cadernos Especiais
24/06/2007

ABC da técnica, de acordo com seu autor

O tratamento atua nos condicionamentos mentais que envolvem de fisiologia e metabolismo a comportamento e meio ambiente

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Divulgação
A mente humana não é física, os registros mentais nela contidos são apenas e simplesmente ‘‘energia’’, explica Luiz Crozera

O telefone não pára de tocar. A cada dez minutos, um novo e-mail chega à caixa-postal do entrevistado. Viagens pela Europa nos próximos dias e um giro pelo Brasil tomam a pauta de Luiz Carlos Crozera, autor da técnica de hipnose condicionativa, que, a cada dia, ganha novos adeptos, mundo afora.
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''Fiz faculdade de engenharia civil, área em que não consegui me realizar profissionalmente. Em 1983, ingressei em curso de ciência da computação. Passei, então, a ministrar treinamentos de linguagem de programação, em minha própria escola. Vendo a dificuldade que muitos alunos tinham para o aprendizado e memorização, resolvi empregar a hipnose como coadjuvante ao método de ensino, alcançando resultados surpreendentes''.
Seguiram-se fases de inúmeros desafios, até que, em 1993, Luiz decidiu partir para a área da saúde. ''No começo, acreditava que poderia ajudar portadores de depressão e obesidade, com aconselhamento médico''. Quase ''sem querer'', como faz questão de ressaltar o autor, nascia, ali, uma nova linha da hipnologia científica.
''Na hipnose condicionativa descarta-se o trabalho investigativo, para se chegar à causa dos problemas de um indivíduo, bloqueando diretamente o emocional negativo causador dos traumas, resgatando a auto-estima e criando mecanismos de motivação e estímulos, de acordo com cada necessidade'', afirma o professor Luiz Carlos, que também é fundador do Instituto Brasileiro de Hipnologia.
De acordo com Luiz Carlos, a técnica não é nem a fusão, nem a junção de outros tipos de hipnose. É, sim, uma nova linha de hipnologia. ''A Hipnose Condicionativa atua diretamente nos condicionamentos mentais que estão divididos em quatro vertentes básicas: internos, que envolvem fisiologia, comportamento e metabolismo; externos, ou seja, o meio ambiente; descondicionamento da mente, isto é, o bloqueio emocional negativo e, por fim, o recondicionamento da mente, implantando novos condicionamentos''.
Com 35 anos de carreira, Luiz Carlos perdeu a conta de quantos pacientes atendeu. Em função da agenda apertada, o professor não presta mais atendimentos. ''Atualmente, temos 500 hipnólogos trabalhando as técnicas em praticamente todos os estados do Brasil e em Portugal. São profissionais das mais diversas áreas, entre elas, saúde, educação, esportes, recursos humanos e criminalística''.
Em linhas gerais, para uma pessoa passar por uma sessão de hipnose, ela deve se enquadrar nos seguintes requisitos: possuir sanidade de consciência, ter a capacidade auditiva funcionando plenamente, estar com baixa ansiedade e não estar sob efeito de qualquer tipo de droga química. ''O alerta principal vai para os pacientes dependentes químicos de qualquer natureza, usuários de calmantes, antidepressivos, bebidas alcoólicas, maconha, cocaína, entre outros, que devem se abster do uso 24 horas antes da sessão''.
A média de sessões para tratamento de depressão, impotência sexual, falta de libido e orgasmo, ansiedade, estresse, baixa auto-estima, memorização, oratória, preparo de atletas, resgate de informação de memória, timidez, gagueira, fobias, síndromes, pânicos, transtornos de comportamento, compulsão, dependência química, é de uma a cinco sessões.
Nos casos de câncer, AIDS, obesidade, queimados graves, vitiligo, psoríases em estágio avançado, o tratamento pode durar, em média, 30 sessões, como coadjuvante dos tratamentos convencionais.
No final, tudo se resume ao poder mental, como explica Crozera dizendo que ''a mente humana não é física, os registros mentais nela contidos são apenas e simplesmente 'energia', que, combinados, geram os sentimentos, emoções, pensamentos, atitudes etc., culminando em estímulos e ações fisiológicas, metabólicas, de mobilidade e comportamento.''(T.N.)
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