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Cadernos Especiais
MERCADO IMOBILIÁRIO

A hora da virada

Após um ano de muita instabilidade econômica e política e poucos lançamentos, construtoras londrinenses confiam na retomada do crescimento do mercado imobiliário em 2018

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Anderson Coelho
Anderson Coelho - A expectativa para 2018 é de crescimento mínimo entre 1% e 2% e máximo de 5% no setor residencial, aponta Sinduscon
A expectativa para 2018 é de crescimento mínimo entre 1% e 2% e máximo de 5% no setor residencial, aponta Sinduscon


Foi bom, mas poderia ter sido muito melhor. É com essa sensação que boa parte das construtoras londrinenses encerra o ano de 2017. A instabilidade política, na avaliação do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon-Norte/PR), prejudicou a retomada do crescimento do setor. Cautela e observação do comportamento do mercado direcionaram as ações das empresas, que lançaram poucos empreendimentos em Londrina. A nova queda da Selic, taxa básica de juros da economia do Brasil, para 7,5% sinaliza um 2018 mais próspero.
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O presidente do Sinduscon-Norte/PR, Rodrigo Zacaria, explica que a queda dos juros torna a poupança mais atrativa e ela, ao lado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é o principal fomentador do financiamento imobiliário. "O Copom [Comitê de Política Monetária] já sinalizou que a Selic chegará a 7% até o fim do ano. Será a taxa de juros mais baixa que o Brasil já teve sem ação política e muito favorável ao setor da construção civil", avalia.

Segundo Zacaria, a instabilidade econômica no Brasil deixa o poupador desprotegido e o imóvel desponta como um investimento seguro. "Quem faz investimentos no setor financeiro, hoje, recebe 7%. Se compra imóvel para alugar, consegue a mesma porcentagem mais a correção do valor do bem", justifica.

Enquanto as empresas que constroem empreendimentos voltados para as classes média e alta frearam um pouco os lançamentos este ano e focaram as vendas no estoque, aquelas que trabalham com imóveis dentro do padrão e faixa de renda do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, continuaram lançando, ainda que num ritmo menor, segundo Zacaria.

Ele explica que a classe média fica mais vulnerável à situação econômica do país. Mas, com a retomada de renda e a diluição do estoque das incorporadoras, a cidade já começa a movimentar alguns lançamentos para essa faixa de renda também. Novas obras indicam uma melhora na contratação de mão de obra no setor, que demitiu mais de 1 milhão de trabalhadores no Brasil entre 2014 e 2017. "Já temos visto recontratações", afirma.

Na avaliação de Zacaria, as empresas londrinenses passaram pelo período turbulento de forma tranquila graças a experiências passadas. Na década de 1990, durante o governo do presidente Fernando Collor de Mello, houve uma crise forte no setor e muitas empresas renomadas fecharam. "O caso mais conhecido foi o da Encol, uma das maiores empresas da construção civil no Brasil", cita. O fato contribuiu para amadurecer o mercado, aprimorar as regras de financiamento e incorporação. "As empresas aprenderam com os erros de outras e procuraram não se endividar, trabalhar com as próprias pernas e não depender de financiamento bancário", diz.

A principal consequência da crise atual foi o aumento do número de distratos que, de acordo com o presidente do Sinduscon Norte/PR, chegaram a 30% em todo o Brasil. Porém, não foram suficientes para quebrar ou fechar empresas. "O grande patrimônio de Londrina é que as incorporadoras da cidade são sólidas, possuem gestão profissional, tanto que algumas estão entre as maiores do Brasil", ressalta. Rodrigo Zacaria revela que a expectativa, para 2018, é de crescimento mínimo entre 1% e 2% e máximo de 5% no setor residencial.

Gustavo Carneiro/19-10-2016
Gustavo Carneiro/19-10-2016 - Devido à pouca oferta de imóveis novos nos últimos anos, os estoques das construtoras estão cada vez menores
Devido à pouca oferta de imóveis novos nos últimos anos, os estoques das construtoras estão cada vez menores


ANO DE SURPRESAS
O diretor comercial da Vectra Construtora, Cleber M. Souza, descreve 2017 como um "ano de surpresas". As projeções da empresa foram adequadas de acordo com o comportamento do mercado. "Algumas coisas que haviam sido programadas não foram lançadas", confessa. Dois projetos permanecem no papel por causa da portaria nº 957/GC3 do Comando da Aeronáutica, que estabeleceu restrições para edificações ou obstáculos que possam afetar a segurança das operações aéreas. "Um loteamento de terrenos também foi inviabilizado este ano em função das liberações, por isso, não fizemos todos os lançamentos que gostaríamos", explica.

Neste mês de novembro, a Vectra lançará o Vista Parque, empreendimento vertical, localizado na Avenida Maringá, esquina com a Rua Kioto Okawati, com apartamentos de 71 metros quadrados privativos em plantas de três dormitórios (uma suíte) ou dois dormitórios (uma suíte) com living ampliado. Além das unidades residenciais, o Vista Parque terá uma área comercial para 12 lojas. Em 2017, a empresa entregou o Queen’s Park, com 173 metros quadrados privativos, e o Kensington Gardens, com 108 metros quadrados privativos, ambos empreendimentos de alto padrão da linha London Hills localizados no Alto da Gleba Palhano.

Souza diz que o ano foi difícil, mas com momentos bons. "Observamos que as pessoas têm tomado mais decisão. Antes, elas olhavam muito e não se definiam aguardando a baixa da Selic e a melhora nos juros dos financiamentos", afirma. Segundo ele, a Vectra aproveitou o momento para sistematizar os processos, arrumar a casa, buscar alternativas para viabilizar as obras e manter a qualidade dos empreendimentos a custos acessíveis ao mercado. Os projetos e lançamentos para 2018 estão mantidos. "Acreditamos que será um ano renovador, estamos muito confiantes", adianta.

Para o próximo ano, a Vectra pretende lançar um empreendimento de alto padrão em Cambé e um loteamento na região sul de Londrina. "Temos outros estudos em andamento", assegura. Na avaliação do diretor comercial da empresa, as taxas bancárias são o "grande trunfo" do mercado imobiliário. Com a previsão de estabilidade econômica, a tendência é de velocidade nas vendas. "Temos nos preparado para a retomada, adquirindo terrenos, buscando nichos, fazendo muitos estudos e deixando tudo pronto para ser aprovado durante o ano de 2018", completa.

PROCURA POR IMÓVEIS TEM AUMENTADO
Na avaliação do diretor de incorporação do Grupo A.Yoshii, Silvio Muraguchi, o ano de 2017 deu sinais de retomada do crescimento do mercado imobiliário. Segundo ele, a procura por imóveis tem se intensificado. "Como os imóveis são financiados a longo prazo, a queda da taxa de juros resulta em redução significativa das prestações e exigência de renda", afirma. De acordo com Muraguchi, devido à pouca oferta de imóveis nos últimos anos, os estoques estão cada vez menores.

Neste ano, a A.Yoshii fez dois lançamentos residenciais de alto padrão em Curitiba e Maringá. Com a marca Yticon, o grupo lançou um empreendimento residencial padrão econômico na zona norte de Londrina, o Vila das Orquídeas, com 25 torres e apartamentos de 46 metros quadrados de área privativa e uma vaga de garagem. Com a mesma marca, o grupo lançou o aplicativo Compartycon, para o compartilhamento de ferramentas, bicicletas, caronas e prestação de serviços. O Grupo A.Yoshii aguarda a chegada de 2018 com bastante otimismo. "Temos na programação vários lançamentos já estudados e planejados", adianta Muraguchi.

A diretora de marketing da Quadra Construtora, Luiza Carrara Pires, lembra que 2017 foi um ano conturbado politicamente no cenário nacional e isso gerou certa insegurança nas pessoas para investir, o que frustrou as expectativas de vendas nos primeiros seis meses do ano. No entanto, a partir do segundo semestre, ela diz que a procura por imóveis teve uma melhora significativa. "Os negócios estão voltando a acontecer num volume satisfatório", avalia.

Segundo Luiza, diante do cenário de instabilidade, a Quadra optou por não fazer lançamentos até o momento. "Mas estamos com terrenos e projetos prontos para novos lançamentos, que devem ocorrer até o fim do ano e início de 2018, já que nossa expectativa para o ano que vem é da volta de uma normalidade no mercado imobiliário", informa. Neste ano, a empresa entregou o Fontaine D’or Residence, na Gleba Palhano, e no início do próximo ano entregará o Aqualuna Jardim Residence e o Aquajardim Residencial & Resort, ambos no centro de Londrina.

ANO TENSO, MAS COM SALDO POSITIVO
Para a Plaenge, 2017 foi um ano muito importante. O gerente regional da empresa em Londrina, Olavo Batista Junior, diz que três empreendimentos foram entregues na cidade, o Vert Residence e o Champs Élysées, ambos na Palhano, e o Prime Paranaguá, no centro. A incorporadora também lançou este ano o Absoluto, com área privativa de 167 metros quadrados na Palhano, e agora em novembro vai colocar no mercado outro produto, a segunda torre do Trésor Residence, com unidades de 95 metros quadrados, no mesmo bairro. "Era um lançamento que não estava planejado para agora, mas decidimos antecipar graças ao aumento nas vendas", comemora.

Batista confirma que 2017 foi um ano de bastante tensão mas, com cautela, a empresa conduziu cada empreendimento, realizou as entregas programadas e comemorou um volume de vendas acima do esperado um mês após o lançamento do Absoluto. "O produto teve muita aderência e isso nos deu uma boa perspectiva para o lançamento do Trésor", argumenta. Segundo o gerente regional, a Plaenge começou o ano com uma visão bastante conservadora. "Fizemos ajustes finos em cada operação, conseguimos abrir espaço e colocar os nossos produtos no mercado no momento certo", avalia. Para 2018, Batista confirma que a incorporadora já possui projetos aprovados e uma previsão de dois ou três lançamentos só em Londrina, fora outras cidades de atuação da empresa.
Amanda de Santa
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