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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
13/09/2017

O que vosmecê me quer?

Há 100 anos, Nossa Senhora fez um pedido a três crianças portuguesas — e a cada um de nós


Divulgação
Divulgação


Há exatos 100 anos, em 13 de setembro de 1917, a Mãe de Deus apareceu aos três pastorzinhos portugueses na Cova da Iria, em Fátima. Aquela foi a penúltima aparição de Nossa Senhora a Lúcia, Francisco e Jacinta. Todas as conversas se iniciavam com a pergunta de Lúcia:

— O que vosmecê me quer?

Milhares de pessoas estavam reunidas ao redor das crianças. Naquele dia, Nossa Senhora disse aos pastorzinhos:

— Quero que continuem a rezar o terço, para alcançar o fim da guerra.

Após prometer que em outubro viriam também "Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus para abençoarem o mundo", a Senhora de Fátima fez um comentário que revela sua preocupação com as crianças:

— Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.

As crianças amarravam uma corda em torno da cintura para se penitenciar pelas almas dos pecadores, já que numa aparição anterior haviam tido uma visão do próprio Inferno.

Antes de se despedir, Nossa Senhora reiterou:

— Em outubro farei o milagre, para que todos acreditem.

Nem todos sabem que em 1917 a revolução não aconteceu apenas na Rússia. Naquele ano, Portugal vivia sob um governo revolucionário e ateu, que empreendia uma feroz campanha antirreligiosa no país. No mês anterior, os três pastorzinhos de Fátima haviam sido tirados de suas famílias pelo administrador regional de Ourém, Artur dos Santos. Entre os dias 13 e 15 de agosto, eles foram interrogados pessoalmente pelo administrador, que ameaçava mergulhá-los em um caldeirão de azeite fervente se não confessassem que as aparições eram uma farsa. No dia 14, as três crianças foram levadas à cadeia pública, onde compartilharam uma cela com presos comuns. A visão dos pastorzinhos aterrorizados comoveu o coração dos presos, que rezaram o terço junto com eles. No dia seguinte, Lúcia, Francisco e Jacinta foram devolvidos às famílias.

Nossa Senhora pediu às crianças que continuassem a rezar pelo fim da guerra — e esse é um pedido que se dirige até nós, 100 anos depois. Na época dos pastorzinhos, a guerra em questão era travada entre as potências da Europa. A Primeira Guerra foi o primeiro conflito tecnológico da história, em que as armas de destruição em massa foram colocadas para destruir povos inteiros. Essa utilização da tecnologia para a matança resultaria nos grandes genocídios do nosso tempo: o comunismo e o nazi-fascismo. Fantasmas que agora voltam a assombrar o mundo sob as roupagens do globalismo financeiro, do bloco russo-chinês e do califado internacional. O bem e o mal — as crianças de Fátima e os lobos da Revolução — voltam a se enfrentar numa luta de vida ou morte.

A nós, resta fazer a mesma pergunta que a pequena Lúcia fez a Nossa Senhora:

— O que vosmecê me quer?

De nossa resposta, amigo leitor, depende tudo.

Fale com o colunista: avenidaparana @ folhadelondrina.com.br
por Paulo Briguet
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