VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
12/10/2017

O milagre da Aparecida

Nossa esperança mora naquela pequena imagem encontrada há 300 anos


Paulo Briguet
Paulo Briguet


Nossa Mãe é como nós: feita de barro, mergulhada no lodo, jogada na correnteza do rio. Quando encontrada pelos três pescadores — Domingos, João e Filipe —, no dia 12 de outubro de 1717, estava como tantos de nós estamos hoje: sem a cabeça. Apenas aquela pequena imagem, feita de terracota, o barro do solo paulista. Alguns metros adiante, os pescadores jogaram outra vez a rede — e encontraram a cabeça da santa. Depois, vieram tantos peixes que a canoa quase afundou. Filipe guardou a imagem em sua casa por 15 anos.

Os racionalistas — ou idiotas da objetividade, como os definia Nelson Rodrigues — diriam que isso não é milagre, mas uma simples coincidência. Certamente não veem no fato nenhuma alusão ao tempo que se iniciava, o "século das luzes", que terminou com as cabeças cortadas pela guilhotina da Revolução Francesa, o primeiro genocídio contemporâneo. Para os céticos, tudo não passa de coincidência, conjectura, superstição. Ignoram eles que perderam tudo, exceto a razão (assim Chesterton definia a loucura).

E, no entanto, o povo acreditou. Os milagres começaram a aparecer, e aquele minúsculo acontecimento, nas águas de um rio do interior, acabou por revelar um oceano de misericórdia. A rede lançada por Domingos, João e Filipe se estende hoje não só pelo território nacional, mas sobretudo pelo país invisível dos corações. Nós somos o resultado daquela pesca há 300 anos. Nós somos o milagre da Aparecida.

Estranho povo nós somos. Estranho povo de um estranho reino em que o rei é coroado de espinhos e escárnios. Povo do qual a rainha, virgem mãe, filha de seu Filho, é uma senhora negra, cuja imagem não possui valor artístico nenhum e jamais seria exposta em museus modernos (exceto para ser vilipendiada).

Sim, Nossa Mãe é igual a nós. Desprezada pelas celebridades, ignorada pelos poderosos, rejeitada pelos doutores, jogada na correnteza do rio, onde se esperava que ficasse até o final dos tempos, sem atrapalhar o progresso e a evolução e o brilhantismo dos homens. Ela é a antítese das revoluções e utopias. Ela prenuncia o verdadeiro reino: "Fazei tudo que Ele vos disser".

A imagem que os pescadores encontraram há 300 anos está descrita no Livro do Apocalipse: "Uma Mulher revestida do Sol, a Lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas". Ela dá à luz um Menino, que o Dragão tenta devorar de qualquer maneira. Hoje o Dragão tem outros nomes: aborto, drogas, pedofilia, corrupção, assassinato, cultura da morte. Seus maiores inimigos continuam sendo a Mulher e o Menino.

Nossa esperança de vencer a batalha contra o Dragão — que está sendo travada exatamente agora — mora naquela pequena imagem encontrada pelos pescadores há três séculos. Nossa Mãe, Rainha e Padroeira: uma palavra de silenciosa de Deus, lançada ao rio de nossa alma.

Mãe, rogai por nós, que recorremos a vós!
por Paulo Briguet
31/10/2017

John Updike e o financiamento público da cultura

Reflexões do escritor americano sobre um tema importante da atualidade

31/10/2017
RECONHECIMENTO

O maior prêmio de um cronista

O pai e a mãe de Marcinho vão olhar a crônica na parede e lembrar que o filho deles era uma pessoa querida

30/10/2017
RESISTÊNCIA

A escravidão total

Ataques à família, à religião cristã e aos valores nacionais são passos para a instauração da pior de todas as ditaduras

28/10/2017
ADMIRAÇÃO

O casamento do mestre

Uma homenagem ao meu amigo Júlio Tanga, doutor das leis e das palavras

27/10/2017

A alma ordenada

Nos momentos de crise e confusão, o primeiro passo é ordenar a própria alma

PUBLICAÇÕES ANTERIORES
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados
HOSPEDADO POR
Hospedado por Mandic