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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
25/10/2017
AVENIDA PARANÁ

O golpe da Revolução Russa

O comunismo começou como farsa e acabou como a maior tragédia da história


Shutterstock
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Dificilmente você verá alguma referência sobre isto na grande mídia ou na universidade, mas o fato é que a Revolução Russa, ocorrida há 100 anos, foi um golpe de Estado. Marx dizia que a história se repete duas vezes: primeiro, como tragédia; depois, como farsa. Com o golpe liderado por Lênin e Trotsky em 1917, aconteceu exatamente o contrário. Em outubro de 1917, houve a farsa. Depois, viria a tragédia: mais de 100 milhões de vítimas no genocídio comunista. Sem a mínima dúvida, o regime inaugurado pelos bolcheviques russos é o sistema mais sanguinário, cruel e abominável de todos os tempos. É incrível que ainda haja quem o defenda...

Mas naquela noite de 25 para 26 de outubro de 1917, em São Petersburgo, o que houve foi uma comédia pastelão. Enquanto Lênin e Trotsky bradavam no Instituto Smolny (uma antiga escola para moças da aristocracia russa), um militante bolchevique chamado Vladimir Antonov-Ovseenko invadiu com uma tropa de operários o Palácio de Inverno, onde se encontravam reunidos os ministros do governo provisório de Alexander Kerensky.

Antonov-Ovseenko era baixo, tinha uma longa cabeleira ruiva, cultivava uma barbicha e usava óculos. Ele abriu a porta do gabinete de ministros e declarou:

— Em nome do Comitê Militar Revolucionário, declaro vocês todos presos.

O que se seguiu foi digno de um pastelão italiano de segunda categoria. Os militantes comunistas começaram a pilhagem do Palácio de Inverno, "arrancando tapetes, cortinas, toalhas, porcelanas, pratos", tudo que vissem pela frente. Algumas integrantes do Batalhão de Choque Feminino foram violentadas ali mesmo pelos revolucionários. O ataque mais maciço, porém, foi contra a adega de vinhos do antigo czar. Uma testemunha comunista conta em suas memórias:

"O regimento Preobazhensky ficou totalmente bêbado. O Pavlovsky, nosso esteio revolucionário, também não resistiu. Mandamos guardas de outras unidades escolhidas — todos ficaram completamente bêbados. Pusemos guardas dos Comitês Regimentais — eles também sucumbiram. Despachamos carros blindados para afastar a multidão, mas, depois de algum tempo, eles também começaram a ziguezaguear de forma suspeita. Quando a noite chegou, um bacanal violento extravasou-se."

A bebedeira daquela noite logo redundaria em ressaca para o povo russo e, nos anos seguintes, para a humanidade inteira. Curiosamente, os três grandes líderes do processo que devoraria o mundo nas décadas seguintes — Lênin, Trotsky e Stálin — estavam sóbrios na ocasião. Os três sabiam o que estavam fazendo.

O pobre Antonov-Ovseenko, que tentou liderar a farsa daquela noite, acabaria sendo consumido pela tragédia. Embora não tenha sido condenado por seu maior crime — o uso de armas químicas contra camponeses ucranianos, em 1921 —, acabou por ser fuzilado a mando de Stálin, em 1939.

É bom lembrar a farsa para que a tragédia não se repita mais uma vez.
por Paulo Briguet
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