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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
28/10/2017
ADMIRAÇÃO

O casamento do mestre

Uma homenagem ao meu amigo Júlio Tanga, doutor das leis e das palavras


Tenho certeza que a Aline é uma grande mulher. Afinal, ela conquistou o coração do meu amigo Júlio Tanga.

Conheço Tanga há exatamente 20 anos. Na primeira vez em que conversamos, ele era um jovem estudante de jornalismo. Fiquei impressionado com a inteligência e a cultura daquele rapaz quase imberbe, que gentilmente me corrigiu quando lancei mão de um velho clichê boboca: "Vírgula é respiração". O jovem respondeu-me com um sorriso: "Vírgula é coisa séria". Foi a primeira das muitas lições que ele me daria ao longo da vida.

Quando ainda era estudante de jornalismo, Tanga ficou conhecido em Londrina pela qualidade de suas aulas de gramática e redação. Nunca — repito: nunca — encontrei alguém que conhecesse tão bem o nosso idioma. Se tenho dúvidas, não tenho dúvida: pergunto ao Tanga. E ele sempre — repito: sempre — tem a resposta na ponta da língua. A língua é sua pátria.

Aos 28 anos, Tanga já era doutor em linguística. Um título do qual ele jamais fez alarde, pois é um homem fundamentalmente preocupado com as essências, não com as aparências. Houvesse optado por ser jornalista ou seguir na carreira de professor, teria emprego garantido em qualquer instituição do planeta. Mas ele não quis o fácil. Abriu mão de tudo para dedicar-se à sua grande paixão intelectual: o mundo das leis.

Formou-se advogado pela UEL e começou a exercer a arte do direito com o mesmo brilhantismo já conhecido nas salas de aula. Prestou concurso para oficial de justiça: foi aprovado em primeiro lugar. Prestou concurso para promotor público: foi aprovado em primeiro lugar. Prestou concurso para juiz de direito: foi aprovado em primeiro lugar. Mérito, seu nome é Júlio Tanga.

Quando Tanga se tornou juiz, eu e meu irmão Marcelo Rocha sentimos vontade de cometer um crime só pela honra de ser julgados por ele. (Aos meus ex-amigos, informo que era só uma brincadeira...) Estou convencido de que rara vez os tribunais de nosso país conheceram sentenças tão bem escritas. Até os réus devem se sentir lisonjeados ao escutarem seus veredictos.

Passarei a acreditar que o Brasil tem jeito no dia em que Júlio Tanga assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Nesse dia, quero estar ali perto, com meu bloquinho, para anotar suas palavras e fazer uma crônica repleta de esperança.

Entre todas as qualidades do meu meritíssimo amigo (ele faz até truques com baralho), termino por destacar a mais inusitada: ele é a Alegria em pessoa. Alegria em letra maiúscula. Jamais o vi desanimado ou deprimido. Às vezes, estou andando na rua e lembro uma de suas tiradas ou imitações; começo a rir sozinho feito um maluco. É o efeito Tanga.

Nestes 20 anos, eu mudei muito — e meu amigo Júlio Tanga continuou sendo rigorosamente o mesmo. Se hoje concordamos em tudo, é que eu andei estudando. Quando crescer, quero ser Tanga.

Cuide bem de nosso mestre, Aline. Da união de vocês, tenho certeza de que virá uma floração sem fim de Alegria e Sabedoria. A vida, mais do que a vírgula, é uma coisa muito séria.

Fale com o colunista: avenidaparana @ folhadelondrina.com.br
por Paulo Briguet
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