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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
06/11/2017
AVENIDA PARANÁ

Minha nota zero

Algumas ideias sobre direitos humanos que me fariam ser reprovado na prova do Enem




1. Para a ministra dos Direitos Humanos, receber um salário de R$ 33,7 mil é "trabalho escravo".
2. Os chefões da educação brasileira — uma das piores do mundo — querem dar nota zero ao candidato que "ofender os direitos humanos" na redação do Enem.
Essas duas notícias, combinadas, me levam a algumas reflexões:
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que a solução para acabar com a injustiça salarial no Ministério dos Direitos Humanos é acabar com o Ministério dos Direitos Humanos, levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que o maior inimigo dos direitos humanos desde que o termo foi inventado é o totalitarismo, e que dentre todos os totalitarismos o mais assassino é o comunista, levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que as três grandes forças que disputam o poder mundial — globalismo, comunismo e califado — representam a continuidade do sistema escravocrata no mundo contemporâneo, levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que os maiores exemplos de desrespeito aos direitos humanos em nosso continente, na atualidade, são Cuba e Venezuela, levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que a educação brasileira merece ter por patrono o sr. Paulo Freire, uma vez que as escolas e universidades se transformaram em máquinas de produção em massa de analfabetos funcionais e militantes políticos, levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que a jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, assassinada após pegar uma carona em um grupo de WhatsApp, foi vítima da extrema leniência da Justiça brasileira para com os bandidos, levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que o assassino confesso de Kelly, Jonathan Pereira do Prado, acusado de cometer sete tipos diferentes de crimes (furto, roubo, estelionato, extorsão, ameaça, lesão corporal, apropriação e uso de moeda falsa) e foragido após receber o benefício de uma "saidinha" da cadeia, não teria cometido o crime se estivesse onde deveria estar (isto é, na cadeia), levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que a política de desarmamento da população civil revelou-se um completo fracasso, pelo fato de que um brasileiro é assassinado a cada nove minutos, levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que os direitos humanos dos policiais estão entre os mais desrespeitados em nosso país, levaria nota zero?
Se eu fosse um candidato do Enem e escrevesse que defender os direitos humanos não deve ser confundido com defender os direitos dos manos, levaria nota zero?
Sim, eu levaria nota zero. E você também. Pois zero é a importância que as elites políticas do Brasil dão à opinião de mortais comuns como eu e você, caro leitor. Somos zeros à esquerda.

Fale com o colunista: avenidaparana @ folhadelondrina.com.br
por Paulo Briguet
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