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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
08/11/2017
AVENIDA PARANÁ

Dom Geraldo está aqui

Um visitante inesperado, de óculos e vestes sacerdotais, chega à escola e fala sobre perdão


Acervo fotográfico MSAMC
Acervo fotográfico MSAMC


O senhor de óculos e vestes sacerdotais desceu do táxi. Era bem cedo, e as aulas ainda não haviam começado. Abriu o portão da escola e caminhou devagar pelo pátio, sentindo no rosto a frescor da brisa de primavera. "Que saudade!", pensou.

Uma funcionária, que havia acabado de chegar, tomava um gole de café na recepção. Ao notar a presença do homem desconhecido, assustou-se. Ele sorriu como quem pede desculpas e disse:

— Bom dia, filha. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

— Para sempre seja louvado — respondeu a funcionária, como que por impulso.

O homem ajeitou os óculos e sorriu novamente.

— Posso fazer uma pequena visita à escola?

— Sim, padre. Mas o senhor poderia antes se identificar?

— Eu sou o nome da escola.

— Como assim?

— É isso que você ouviu, filha. Meu nome é Dom Geraldo Fernandes.

Perplexa, a funcionária conduziu o visitante para dentro da escola. Ele gostou de quase tudo que viu: as salas de aula, a sala dos professores, os livros da biblioteca, os corredores, o pátio, a quadra de esportes, a limpeza geral do ambiente.

Só uma coisa o deixou triste. Em um dos ambientes, havia uma exposição "artística" sobre temas como aborto, pedofilia e suicídio. Ao contemplar as bonecas enforcadas, a simulação de um aborto, as notícias de pedofilia no clero e as páginas da Bíblia retalhadas, Dom Geraldo deixou de sorrir. A funcionária, que o acompanhava de perto, notou que as lentes dos óculos do visitante ficaram embaçadas. Sim, o arcebispo chorou.

— Filha, você sabe rezar?

— Sim, padre.

— Então vamos rezar um Pai-Nosso pelas pessoas que fizeram isso.

Foi o que eles fizeram, em silêncio, de olhos fechados.

Em meia hora, começariam as aulas. A funcionária conduziu Dom Geraldo até a recepção e lhe ofereceu um café. Ele aceitou — e, bom mineiro que é, contou-lhe uma pequena história. Nos anos 70, um palestrante resolveu falar sobre educação sexual em um colégio da arquidiocese. Fez isso da maneira mais equivocada possível, usando termos vulgares e estúpidos. Houve uma grande revolta entre os pais dos alunos. Quando soube do caso, Dom Geraldo optou por punir o diretor responsável pela palestra. Mas, depois de refletir bastante sobre o assunto, decidiu perdoá-lo, pois o homem se arrependera.

— O meu lema como arcebispo era "Misericordia subsequetur". Sabe o que significa, filha?

— Não, padre.

— A misericórdia me acompanhará. Quer dizer: onde estiver o meu nome, haverá perdão. Basta que as pessoas queiram ser perdoadas.

— Que bonito isso, Dom Geraldo...

— Eu ficaria mais um tempo conversando com você, mas as aulas já vão começar e eu preciso ir. Quero rezar um pouco na capela da UEL. Não sei se vão permitir a minha entrada, mas não custa nada tentar. Deus a abençoe, minha filha.
por Paulo Briguet
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