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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
04/11/2017
AVENIDA PARANÁ

Deixei meu coração em Aparecida

Minha primeira visita à terra da Padroeira do Brasil


Paulo Briguet
Paulo Briguet


Estive em Aparecida para visitar a Mãe de Deus. Foi a minha primeira vez na terra da Padroeira, e nunca me esquecerei desse dia.

Na majestosa Basílica, a primeira certeza é a de que Jesus está no centro de tudo: Ele é a luz que entra pelos vitrais e ilumina a cruz suspensa acima do altar. A imagem da Mãe Aparecida, com apenas alguns centímetros de altura, situa-se em um pequeno e discreto nicho, de onde observa para sempre o movimento do povo em direção ao Filho. Temos ali a própria imagem da humildade e da contemplação: uma mulher negra, feita de barro e pureza, olha para um milagre de 300 anos. "Fazei tudo que Ele vos disser."

Quando vi milhares de pessoas em louvor a Deus, meu coração se encheu de esperança. Um país com tanta fé simplesmente não pode ser levado ao abismo. Sentimento que se fortaleceu ainda mais quando vi alguns romeiros subindo de joelhos a imensa passarela que liga a antiga e a nova Basílica.

Há 70 anos, três mulheres de minha família estiveram em Aparecida. Mãe Mulata, Maria e a pequena Aracy buscavam ajuda para as brutais dificuldades enfrentadas pela família. Deve ter sido nessa visita que minha avó Maria adquiriu a pequena imagem de ferro que hoje está em minha mesa de trabalho. Ao visitar a Basílica antiga, fiquei imaginando os detalhes da peregrinação de minha bisavó, avó e mãe há sete décadas. Elas eram feitas do mesmo ferro da imagem que está aqui.

Nas mãos, levo seis garrafas da água de Aparecida, que foram abençoadas pelo querido Padre Rafael Solano, nosso companheiro de peregrinação. No antigo Seminário do Bom Jesus, encontro com o Dom Orlando Brandes, ex-arcebispo de Londrina e atualmente arcebispo de Aparecida. Ele me pede notícias da terrinha e quer que eu escreva algo bem bonito sobre a Padroeira. Tento, D. Orlando. Tento.

No Seminário Bom Jesus, visitamos os aposentos em que ficaram três papas: São João Paulo II (1980), Bento XVI (2007) e Francisco (2013). A sensação é de uma paz que extravasa qualquer entendimento. Apesar de todos os flagelos do nosso tempo, a Igreja segue sendo o maior amparo da humanidade. Sem ela, o mundo se autodestruiria em poucas horas.

Mas o momento mais emocionante foi conhecer a Sala dos Milagres, situada nos subterrâneos da Basílica nova. Ali se encontram milhares de cartas, objetos e relatos sobre bênçãos, graças e milagres atribuídos à Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Quando olhei para o teto, uma surpresa que jamais esquecerei: as fotos de uma multidão de devotos, de todas as origens e perfis, em agradecimento aos milagres alcançados.

Em minha página da rede social, firmei o compromisso de orar por todos aqueles que se manifestassem antes da minha viagem a Aparecida. Foram tantos os pedidos de oração que estou até agora tentando dar conta da promessa. Minha ideia era rezar e escrever com o coração nas mãos, como procuro fazer sempre. Mas só há um problema: deixei o meu coração em Aparecida.

Fale com o colunista: avenidaparana @ folhadelondrina.com.br
por Paulo Briguet
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