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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
27/10/2017

A alma ordenada

Nos momentos de crise e confusão, o primeiro passo é ordenar a própria alma


Paulo Briguet
Paulo Briguet


Ontem estive na Câmara de Londrina para uma simples e tocante homenagem ao Padre José Kentenich (1885-1968), fundador do Colégio Mãe de Deus. Convidado a fazer uso da palavra, disse o seguinte:

— Todos nós nascemos e renascemos algumas vezes durante vida. Essa norma vale para pessoas e também para cidades. Londrina nasceu historicamente em 1929, com a chegada da primeira caravana. Nasceu politicamente em 1934, com a emancipação do município. Nasceu institucionalmente em 1937, com a fundação da Acil. Nasceu jornalisticamente em 1948, com a fundação da Folha de Londrina.

Em 1936, com a fundação do Colégio Mãe de Deus, nossa cidade nasceu espiritualmente. Aquele prédio, uma das primeiras construções de alvenaria da cidade, e aquele santuário, pelo qual anualmente passam 200 mil pessoas, representam o coração espiritual de Londrina.

Para nossa grande alegria, o exemplo do Mãe de Deus foi seguido por outras importantíssimas instituições escolares, que hoje transformam nossa cidade em um polo educacional conhecido em todo o Brasil. A fonte se converteu em manancial.

O livro que escrevi sobre a história do Colégio Mãe de Deus leva o título de "Coração de Mãe". Em nossa cultura, a palavra coração representa a sede dos sentimentos e emoções. Na verdade, ele simboliza muito mais do que isso. Na linguagem bíblica e também na tradição filosófica da Grécia antiga, o coração "significa o centro da existência humana, uma confluência da razão, vontade, temperamento e sensibilidade, onde a pessoa encontra a sua unidade e orientação interior". E a palavra mãe — é claro — nos faz lembrar de Londrina, esta cidade que acolhe, protege, educa e ama os seus filhos. Uma cidade maternal, mariana e cristã.

O filósofo alemão Eric Voegelin diz que quando o homem se encontra em períodos de crise e confusão, como os tempos que vivemos, a solução não está em aderir a esta ou aquela ideologia política; a saída, nessas horas, é o indivíduo ordenar a própria alma.

E um exemplo de ordenação da alma, na história contemporânea, está no fundador do Colégio Mãe de Deus, Padre José Kentenich, cujo cinquentenário de passagem para o Céu estará sendo comemorado em 2018. Padre Kentenich ordenou sua alma mesmo nas mais terríveis condições, como no período em que foi prisioneiro do campo de concentração de Dachau e nos 13 anos que passou exilado por defender suas ideias especiais. Ideias que fazem a descrição do mundo que vivemos. Ideias que poderão salvar este mundo, tão ferido e maltratado por coletivismos e mecanicismos de toda espécie.

Se Padre Kentenich sobreviveu às piores tormentas e mesmo assim manteve o sorriso no rosto, nós, em Londrina e no Brasil, certamente encontraremos forças para dar a volta por cima. E o primeiro passo para a vitória é escutar o nosso próprio coração.
por Paulo Briguet
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