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Economia Nossa de Cada Dia
Dr. Marcos J. G. Rambalducci, Economista, é Professor na UTFPR. Escreve às segundas-feiras.
Fale com Marcos J. G. Rambalducci
09/10/2017

ECONOMIA NOSSA DE CADA DIA


Brasil bate recorde de superavit na balança comercial
Saldo da balança comercial bate recorde no mês de setembro e já acumula superavit de US$ 53 bi e terminaremos 2017 com um recorde próximo a US$ 60 bi. Isso é bom na medida em que serve para cobrir nosso deficit na Balança de Serviços.

Exportamos para poder importar
Vendemos produtos para o mercado internacional fundamentalmente para podermos ter divisas (moedas estrangeiras conversíveis, e mais especificamente o dólar), para comprar bens e serviços que não produzimos ou não temos em quantidade ou qualidade que desejamos.

Mas não só por isso
Há várias outras razões que justificam o comercio entre países. Vale destacar que exportar significa também diluir os riscos por meio da diversificação de mercados.
Em caso de crise interna, os países podem continuar a comercializar seus produtos com seus parceiros e manter certo equilíbrio econômico.
Nossa indústria automobilística, por exemplo, tem se apoiado na exportação, visto que a crise reduziu fortemente a demanda no mercado interno.

Saldos na balança comercial
Temos superavit na Balança Comercial quando vendemos mais para outros países do que compramos de outros países. Por outro lado, teremos deficit na Balança Comercial se comprarmos mais do que vendemos.
Na Balança Comercial são registradas as vendas (exportações) e as compras (importações) de produtos tangíveis que realizamos com os outros países.

Não entram na balança comercial
Nesta conta não entram as compras e vendas de serviços (o saldo dos gastos com viagens; remessas de lucros; gastos com fretes, entre outros), que são computados na Balança de Serviços.
Tampouco as doações e remessas de dinheiro entre países, que não estão relacionadas com operações comerciais e que são computadas na conta denominada Transferências Unilaterais.
Quando consideradas estas três contas de forma conjunta é o que é denominado de Transações Correntes.

Resultado e projeções da Balança Comercial
Até setembro, as exportações somaram US$ 164,6 bi, já as importações totalizaram US$ 111,3 bi, resultando em um saldo positivo de US$ 53,3 bilhões, recorde para o período, conforme dados disponíveis no site do MDIC (Ministério da Industria, Comercio Exterior e Serviços).
Segundo estimativas da AEB (Associação de Comercio Exterior do Brasil), as exportações alcançarão US$ 209 bi, enquanto as importações US$ 145,8 bi, resultando em um superavit recorde de US$ 63,2 bi.

Preço e demanda externa explicam saldo positivo
Dois fatores ajudam a entender o resultado positivo alcançado até aqui.
Primeiro, aumentamos a quantidade de produtos exportados em 5,9% nos nove primeiros meses de 2017, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo, o preço dos produtos que exportamos subiu no mercado internacional próximo a 12,5%.
Some-se a isso uma supersafra agrícola e o fato de estarmos vendendo mais petróleo do que compramos, temos o cenário que justifica o atual superavit.

Bom são relações de troca equilibradas
Em geral, ter superavit na balança comercial é visto como algo positivo e desejável pelo entendimento de que uma economia só está saudável quando apresenta um superavit comercial.
No entanto, só faz sentido vender o que produzimos, ou seja disponibilizar para outros o que é nosso, se pudermos compensar esta perda com algum benefício.
O benefício é justamente ter acesso a produtos de outros países na mesma proporção que abrimos mãos do que é nosso.
Portanto, se vendemos US$ 164 bi em mercadorias o ideal é que tenhamos acesso a outro tanto de mercadorias no mesmo valor.

Deficit na Balança de Serviços
O problema é que somos superavitários em mercadorias (Balança Comercial) mas somos deficitários em serviços (Balança de Serviços).
O Banco Central projeta para este ano um deficit na Balança de Serviços de US$ 36,7 bi.
Nosso saldo na Balança Comercial acaba se prestando para cobrir nosso deficit na Balança de Serviços. Não é ruim, mas poderia ser melhor.

Marcos J. G. Rambalducci é professor doutor da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e consultor econômico da Acil economianossa @ folhadelondrina.com.br
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