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Economia Nossa de Cada Dia
Dr. Marcos J. G. Rambalducci, Economista, é Professor na UTFPR. Escreve às segundas-feiras.
Fale com Marcos J. G. Rambalducci
04/09/2017

ECONOMIA NOSSA DE CADA DIA


Queda no preço da cesta básica explica PIB positivo do 2º trimestre
Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano, calcado no aumento da demanda das famílias e na oferta do setor de serviços, mas isso somente foi possível pela liberação de renda proporcionado pela queda no valor dos produtos da cesta básica.

O levantamento da cesta básica em Londrina
Por iniciativa do economista e professor Flavio Oliveira dos Santos, a partir de 2001 e atualmente sob responsabilidade da UTFPR em parceria com a Faculdade Pitágoras é realizado em Londrina o levantamento mensal da variação de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica.
A pesquisa é realizada no último dia do mês, cobrindo os quatro pontos cardeais da cidade mais o centro da cidade, considerando sempre o preço mais baixo de cada produto, independentemente de marca.

O preço da cesta básica em Londrina
O resultado para o mês de agosto apontou recuo de 7,6% no preço médio da cesta básica em relação ao mês de julho.
Quando comparado com o valor da cesta básica de agosto com a do mês de janeiro esta apresentou uma redução de -12,3%, e de 21,7% nos últimos 12 meses, conforme o gráfico abaixo.



Liberando poder de compra
Em um ano, a cesta básica caiu de R$ 362,85 para R$ 297,28, enquanto o salário mínimo nacional subiu 6,5%, de R$ 880,00 para R$ 937,00.
Enquanto em setembro de 2016 um salário mínimo adquiria 2,42 cestas básicas, em agosto de 2017, passou a adquirir 3,15 cestas, uma elevação de 30% na capacidade de compra.
Hoje o trabalhador compra os produtos básicos e sobram R$ 639,72 enquanto a doze meses atrás, restariam somente R$ 517,15.

Um olhar sobre o crescimento do PIB no 2º trimestre
Conforme os dados do IBGE, foi a retomada do consumo das famílias e consequente aumento nas vendas do comércio que levaram o PIB a fechar o segundo trimestre do ano com alta de 0,2% na comparação com primeiro trimestre, e de 0,3% na comparação com o 2º trimestre de 2016.

E quem comprou
São para os brasileiros de menor renda que uma redução do preço dos alimentos causa maior impacto. Entre os 90 milhões de ocupados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicilios) Contínua 30% ganham até um salário mínimo.
Também 60% dos cerca de 33 milhões de beneficiários do INSS, recebem até um salário mínimo.
Temos então que praticamente 47 milhões de pessoas formam o contingente de brasileiros mais beneficiados com a queda do preço da cesta básica.
E são eles que, com aumento da renda disponível, puderam canalizar recursos para movimentar o comercio e garantir o crescimento do PIB.

No fundo, é a agropecuária
Desta forma, embora os dados tenham registrado que a agropecuária que foi a principal responsável pela expansão de 1% do primeiro trimestre tenha acusado variação nula no crescimento do PIB do 2º trimestre, é ela a responsável indireta por este resultado.
E sua contribuição parece que se manterá ao longo dos próximos meses, garantindo a manutenção do poder de compra das classes de menor renda.

Aguardemos a reação da indústria
Mas é fundamental que também a indústria mostre reação e que o aumento da produção expurgue o atual excesso de ociosidade e de espaço ao ingresso de novos investimentos.

Marcos J. G. Rambalducci é professor doutor da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e consultor econômico da Acil economianossa @ folhadelondrina.com.br
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