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Economia Nossa de Cada Dia
Dr. Marcos J. G. Rambalducci, Economista, é Professor na UTFPR. Escreve às segundas-feiras.
Fale com Marcos J. G. Rambalducci
07/08/2017

ECONOMIA NOSSA DE CADA DIA


A economia de Londrina não pode prescindir da indústria
Na semana que passou, recebemos a ótima notícia que Londrina foi contemplada com a vinda de escritório do CTI (Centro de Tecnologia da Informação), órgão que faz parte do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Tal acontecimento trouxe à tona um antigo debate de direcionar a vocação econômica de Londrina para o setor terciário.

Londrina consolida-se como polo de inovação
Este centro, voltado à pesquisa e ao desenvolvimento de hardware e software, é um potencializador de nosso ecossistema de inovação.
E um dos fatores que tiveram peso na escolha por Londrina (Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre também foram sondadas) foi a existência de um Arranjo Produtivo Local (APL) de TI (Tecnologia da Informação) já consolidado.

O Terceiro Setor
A área de TI está enquadrada no setor terciário, que congrega os serviços e o comércio.
É aquele setor cuja atividade não está voltada à oferta de um produto material, mas para a oferta de um serviço considerado útil ao consumidor.
Os outros dois setores da economia são o primário - composto pela agropecuária e extrativismo, e o secundário – constituído pelo setor industrial.

É uma antiga discussão
Tal acontecimento evoca o debate acerca da vocação de Londrina voltada a prestação de serviços.
Essa posição remonta à época em que era prefeito de Londrina o saudoso Dr. Wilson Moreira que esteve à frente da municipalidade entre 1983 a 1988.
Ele preconizava o desenvolvimento da cidade calcado no setor de serviços.

Que não tem porque existir
Mas esse debate perde a razão de ser quando é patente que a opção por um setor não é excludente do outro.
Londrina e região tem sim uma vocação inequívoca para a agropecuária e agora se revela pujante também na área de TI.

Importante é incorporar valor
Agregar valor significa, em última instância, fazer com que o produto final tenha preço de mercado bem superior à soma dos insumos utilizados na sua produção.
Se vendemos soja em grão estamos vendendo uma commodity, mas se a transformamos em ração animal, esta mesma soja deixará uma margem de lucro muito maior.
Da mesma forma com a TI. Em vez de entregarmos um conjunto de instruções que controlam o funcionamento de determinado equipamento, devemos é entregar o equipamento com esta solução embarcada. Isto agrega valor.

Precisamos de indústrias
É a indústria que captura e materializa a inovação, e sua capacidade de produzir em larga escala e replicar o produto é que gerará empregos e riqueza para nossa economia.
A competitividade desta indústria sim estará atrelada diretamente à nossa capacidade de desenvolver soluções de TI e termos uma vantagem competitiva que nos coloca à frente dos demais.
A capacidade de atrair novas indústrias voltadas para essa incorporação tecnológica exigirá ainda esforços do setor público e do setor privado.

Marcos J. G. Rambalducci - Economista, é Professor da UTFPR e Consultor Econômico da ACIL.
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