VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
A Cidade Futura
Marco A. Rossi é sociólogo e professor da Universidade Estadual de Londrina. Gosta de caminhar no Zerão e no Campus da UEL, ouvindo Pearl Jam e deixando as ideias voarem. É autor de livros de poesias e de crônicas. Seu passatempo predileto é exercitar a imaginação sociológica, essa difícil arte/tarefa de reunir biografias particulares e histórias comuns, em busca de alguns dos inúmeros sentidos do mundo. É apaixonado pelo Fluminense Football Club e frequenta habitualmente as margens esquerdas da vida.
Fale com Marco A. Rossi
15/06/2017
A CIDADE FUTURA

A escola da unidade na diversidade

Quem faz ronda em escolas para detectar doutrinação ‘esquerdista’ quer tão somente impor suas ‘idiotices"


A escola da unidade na diversidade
O cartunista Ziraldo, o pai do Menino Maluquinho, costuma afirmar que ler é mais importante que estudar. Sem saber ler, seria impossível estudar. Aprendendo a gostar de ler, estudar é apenas uma consequência.
O aprendizado, assim como a leitura, depende de uma série de fatores para ocorrer e deslanchar. Há quem aprenda observando e comparando o que está nos livros com o que é dito por professores e se constata ao redor, na prática cotidiana. E não são poucos os que aprendem dando asas à imaginação, recorrendo ao realismo fantástico das ideias. Ao colocar lado a lado a leveza do pensamento e o peso da realidade, esses indivíduos criativos elaboram respostas curiosas aos desafios do mundo. Em todos os casos, contudo, evidenciam-se estilos de ler a vida e aprender com os outros.
O sujeito que decide se tornar professor e compartilhar leituras para o aprendizado é, antes de tudo, alguém que optou por estudar a vida inteira para ter o que dizer, fazer e escrever. Em essência, todo professor é um baú de histórias preciosas – para aproveitar sua riqueza, é preciso decifrá-lo, descobrir como lê-lo.

Shutterstock
Shutterstock


Defender que leis definam o que e como algo pode ser dito por um professor é o mesmo que estabelecer regras para uma leitura "correta" do mundo. Mordaças não servem só para silenciar vozes; prestam-se, bem antes, a censuras contra o pensamento. Antes ainda, intencionam determinar o que é e o que não é válido como fonte de inspiração e orientação na vida.
A melhor coisa que pode acontecer a uma pessoa, em qualquer tempo, é o encontro com a diversidade de leituras do mundo, as quais tenham nascido da autonomia e do estímulo à autocrítica. Forçar a diferença, monitorando-a, é retórica democrática encoberta por grossa capa fascista. Nada mais.
Propor vigilância e punição contra quem lê o mundo de modo livre, crítico e plural é disfarce para impor ideias que não conseguem convencer sem apelo ao preconceito e ao ódio. Quem faz ronda em escolas para detectar doutrinação "esquerdista" quer tão somente impor suas "idiotices".
A escola que incentiva a leitura – portanto, forma gente para a vida – mantém abertas suas portas e deve resistir a intrusos que, sob pretexto de privilegiar a diferença (de resto, falsa e ilusória), só têm por objetivo um mundo em que seja impossível a igualdade.

Marco A. Rossi é sociólogo e professor da UEL
29/06/2017
A CIDADE FUTURA

O futuro da educação

A sociedade brasileira tem de dar visibilidade à escola real

22/06/2017
A CIDADE FUTURA

O poder da autocrítica

Ideologia "triunfalista" impõe o enaltecimento exagerado dos acertos e a ocultação sistemática dos fracassos

08/06/2017
A CIDADE FUTURA

Um arqueólogo no campus

01/06/2017
A CIDADE FUTURA

Triste mito de estimação

PUBLICAÇÕES ANTERIORES
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados