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Quinta-feira, 20 de Julho de 2017
Patricia Maria
Jornalista na Folha de Londrina. Histórias Mínimas é um Projeto de Leitura que tem como objetivo estimular a escrita criativa nos leitores, envie seu texto para historiasminimas @folhadelondrina.com.br
Os contos e crônicas devem conter nome e informações de contato.
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11/05/2017
HISTÓRIAS MÍNIMAS

Uma palavra com muitos significados: Mãe

Confira as crônicas dos leitores sobre essa pessoa tão importante nas nossas vidas


Adivinha do que vamos falar essa semana? Mães. Domingo é dia das mães e eu se eu não tocar no assunto aqui, a minha vai puxar minha orelha.

Minha mãe é do signo de escorpião; gaúcha, já falei isso antes aqui; teve nove filhos, eu inclusa - isso eu não me lembro de ter dito. Enfim, um ser humano igual a todos, com uma história muito recheada de grandes aventuras. Mas, diferente de todos os outros, logo na primeira página da minha vida, foi ela que me olhou nos olhos e disse meu primeiro "Eu te amo' e eu nunca duvidei.

Mario Quintana (1906-1994), poeta, tradutor e jornalista - que eu nunca citei ainda ele nas Histórias Mínimas, apesar de nunca me deixar a cabeça a frase "Eles passarão e eu passarinho" - escreveu sobre as mães.

" Mãe... São três letras apenas/ As desse nome bendito / Também o céu tem três letras /E nelas cabe o infinito / Para louvar a nossa mãe, / Todo bem que se disser/ Nunca há de ser tão grande / Como o bem que ela nos quer / Palavra tão pequenina, / Bem sabem os lábios meus / Que és do tamanho do CÉU/ E apenas menor que Deus!"

MARIO QUINTANA

Abraços,

Patrícia Maria

SOU MÃE



Sou Mãe! Apenas isso. Assim apenas.

Quando leio os poemas, poesias e até cronicas que falam sobre e das mães, sinto que não estou inclusa neles, nem nas maravilhas que versam sobre o ser "Mãe".

Sempre desejei desmistificar essa fala de que "Ser mãe é padecer num paraíso" e não sei se encontrarei aqui outros seres chamados "MÃES" que parecidas comigo, não se enquadram ou não se encontram neles. Pensando bem, sou Mãe dos anos 80, sem essa de bolinho de chuva (não sei fazer), de "leva agasalho" (quer levar que leve, senão enfrenta o tempo oras), sem decorar o "gosto" dos filhos ou de achar que são seres diferentes e que não erram nunca e/ou que tenho que achar que tudo que dizem ou fazem é o máximo!

Bem como também afirmo que eles, os filhos, não tem obrigação de pensar ou acreditar que a mãe que lhes foi dada também é o máximo! Sou Mãe ... apenas isso, e ouço quando necessário, brigo quando entendo que estou sendo "ultrajada" nos meus direitos. Peço desculpas quando ultrapasso os direitos deles e dou opiniões quando me pedem.

E, compartilhamos alegrias, inseguranças, medos, fé, coragem e choro, porque somos assim... MÃE e FILHOS! sem superlativos, sem analíticos, apenas somos assim sem pretensão de merecer palavras que não condizem ao que faço ou vivo com e por eles!

Talvez meus filhos merecessem outro tipo de mãe, mas terão que se contentar comigo mesmo!

Sou mãe assim e penso que eles estão felizes comigo assim, porque apesar de tudo e de todos os meus defeitos, tenho minhas qualidades, oras e eles sabem que podem contar comigo sempre!

Obrigado meus filhos por serem assim... apenas filhos!!!! E, Estamos juntos!!!!!

EDNA HERMETO é mãe e leitora da Folha de Londrina

Hey Edna!! Minha mãe faz um bolinho de chuva sensacional!! Eu não sou muito boa não!! (veja abaixo) Nós costumávamos dizer que era bolinho recheado, mas só era um tantinho cru por dentro! ⊙‿⊙





MEU FILHO, AME SUA MÃE



Querido filho, é uma pena que você jamais saberá como sua mãe foi antes de você existir. Uma mulher apaixonante em sua autêntica espontaneidade. Sem tê-la conhecido antes como eu a conheci, você não será capaz de entender o quanto você a transformou.

Agora eu compreendo que havia uma parte do coração dela à qual eu jamais teria acesso. Um espaço que sempre esteve reservado para você. Depois de tanto tempo juntos, foi você quem trouxe para ela um novo sorriso, uma nova forma de olhar, um outro tom de voz e uma coragem reforçada para viver. E eu, nas minhas limitações de homem, não conhecia nada disso.

É uma pena que você não vá se lembrar da forma como ela o acaricia em seu ventre quando você se mexe. Não se dará conta das longas conversas que vocês têm agora. Esquecerá das leituras e das vezes em que ela põe "As Quatro Estações" de Vivaldi junto à barriga para você ouvir. Talvez um dia você até se irrite com a maneira como ela já se preocupa com seu bem estar acima de tudo. De tudo mesmo.

Você não terá visto a forma como ela se contorce para dormir pouco acomodada com você dentro dela ou as roupas quentes e compridas que ela usa no calor para lhe proteger do tal Zika, enquanto os pés incham como balões. Muito longe dela reclamar disso tudo. Pelo contrário. Tudo é feito com um sorriso feliz e iminente.

Para ser sincero, é provável que você e eu nunca sejamos capazes de amar dessa forma. Um amor que talvez só seja sentido por algumas pessoas que possam alimentar outras vidas dentro do próprio corpo. Seres que se fazem portais de Deus para receberem as almas que Ele envia para este mundo.

Por isso, meu filho, de tantos conselhos que eu ainda quero lhe dar, o primeiro é para que você, acima de tudo, seja humano. Enfrente seus problemas e lute para ter suas conquistas. Vá aonde for necessário para encontrar seus sonhos. Cometa seus erros. Use seu coração. Mas, sob nenhuma circunstância, saia de perto de sua mãe sem lhe dar um beijo e sem lhe deixar o seu carinho. Ela sempre será merecedora. Meu filho, aconteça o que acontecer, ame muito a sua mãe.

WILLIAN GALLERA GARCIA é analista judiciário em Londrina

Certa vez eu li, Willian, que nós nos lembramos de quando estamos no útero, que guardamos alguns trejeitos e talvez um jeito de deitar em posição fetal, mas a nossa natureza egocêntrica talvez ocupe nossa memória com muito de nós mesmos! Vai saber! ◔_◔


NA CABECEIRA DA MESA



Hoje ela estava sentada na cabeceira da mesa, que se encontrava arrumada com a sua melhor toalha rendada e a louca dos dias de festa, as tacas de cristal e um arranjo floral no centro, como se fazia para as grandes ocasiões.

Desde que acordou não tinham-lhe permitido fazer nada, nem lavar um prato ou arrumar uma cama, muito menos varrer ou se enfiar na cozinha. Parecia que repentinamente a sua casa tinha sido invadida por um exército e aí estavam os filhos, netos, noras e genros correndo pra cima e pra baixo limpando, ordenando, acendendo panelas e frigideiras, escondendo travessas misteriosas na geladeira e pacotinhos de papéis e laços coloridos no quarto de hóspedes.

Seu esposo andava por aí como quem não quer nada, com aquela cara de cumplicidade que ela conhecia muito bem quando se tratava de defender os filhos de alguma travessura. Passeava devagar pelo quintal com seu cigarro e de tanto em tanto alguém vinha lhe perguntar alguma coisa e ficavam ali cochichando e olhando para ela com aquele jeitinho de conspiradores que estava começando a irritá-la... Como se ela não soubesse do que se tratava! Todo ano era a mesma coisa... E ela adorava...

Era seu dia de rainha e a emocionava ver a família se esforçando para que ela assim se sentisse, para que não tivesse nenhum trabalho, nenhum desgosto, nenhuma tristeza ou inquietude. Havia flores, presentes, discursos, pratos especiais, sobremesas, canções, emoções se desbordando dos corações em palavras singelas e sinceras, havia abraços apertados, beijos molhados, sorrisos luminosos, agradecimentos, reconhecimento, promessas, arrependimentos, reconciliações... De tudo que era nobre, bom, profundo e verdadeiro havia nesse dia.

Esses rostos que olhavam agora para ela desde seus lugares diziam tudo que ela desejava escutar. E como os conhecia bem! Cada um deles com suas penas e alegrias, suas frustrações e sucessos, seus conflitos, seus projetos e sonhos. Conhecia seus defeitos e qualidades, suas fortalezas e fraquezas, suas mentiras e suas verdades, e por isso mesmo os amava.

Sempre os amaria. Porque eram seus. Carne da sua carne, sangue do seu sangue. Porque os conhecia mais intimamente do que ninguém e seu coração sempre tinha as portas abertas para recebê-los.

Por isso adorava o caos e a alegria deste dia. Adorava estar sentada na cabeceira da mesa e receber todo este carinho que, para ela, era o melhor presente do dia das mães."

PAZ ALDUNATE é escritora, professora de teatro e artes plásticas em Santiago do Chile

Feliz Dia das Mães para todas as mães, para todos os pais-mães, para você que tem aquele amigo que dá mais trabalho que um filho. E, para você, que tem um filho que dá mais trabalho que outros oito. ʘ‿ʘ um beijo mãe!!


Amanhã temos mais três contos dos leitores com a mãe como personagem principal. Espero que voltem e gostem e se empolguem e escrevam e enviem para historiasminimas @ folhadelondrina.com.br. Até!

Patricia Maria
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