VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso gratuito ao
conteúdo Folha de Londrina
   ou   
para ter acesso ao melhor conteúdo do Estado.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Segunda-feira, 25 de Julho de 2016
Reportagem
09/09/2012

SEM DIREITOS - Aumentam demissões por justa causa

Crescimento foi de 138% no País desde 2007; empresas podem estar recorrendo ao artifício para reduzir custos, apontam especialistas

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

Estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que as demissões por justa causa tiveram um crescimento expressivo no Brasil nos últimos anos. Entre janeiro e julho deste ano, 202,5 mil pessoas foram dispensadas com justa causa no País, contra 85 mil no mesmo período em 2007, o que representa um crescimento de 138% em cinco anos. As demissões sem justa causa também cresceram, mas a um patamar bem inferior, de 38%. No Paraná, o aumento foi menos acentuado, mas as demissões por justa causa (crescimento de 86%) também tiveram variação bem acima das dispensas sem justa causa (+30%).
Quem é demitido por justa causa tem direito a receber apenas o saldo de salário dos dias trabalhados e férias vencidas, e perde o direito de aviso prévio, de receber 13º salário e férias proporcionais e a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), de sacar o próprio FGTS e ter acesso ao seguro-desemprego.
O advogado trabalhista Paulo Amancio, de Londrina, diz que no seu escritório mais do que dobrou, desde o ano passado, o número de clientes que procuram a Justiça em razão de demissões por justa causa.
''Muitas empresas estão demitindo por justa causa sem que se configure esse tipo de situação. Elas passam por dificuldades financeiras e demitem por justa causa para não pagar direitos trabalhistas, e depois isso tem que ser revertido na Justiça. Muitas acreditam que não são todos os trabalhadores que vão entrar com ação, ou preferem correr o risco para ver o que acontece lá na frente. O que percebo é que muitos trabalhadores demitidos por justa causa desistem das ações, por medo de entrarem em alguma 'lista negra''', explica o advogado.
O economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), aponta que uma explicação para o crescimento das demissões por justa causa pode ser a crise econômica.
''As empresas, para cortar custos, podem estar aproveitando para demitir funcionários em situações em que há causa para o desligamento. Em outro momento, talvez a opção fosse por relevar essa causa e manter o trabalhador, também pela dificuldade de encontrar outro funcionário, que eventualmente exigiria tempo para que atingisse o mesmo nível de produção'', afirma Silva.
''Outra explicação talvez seja que muitos funcionários estão forçando a saída, para buscar algo melhor, em razão do mercado de trabalho ainda aquecido. O objetivo pode ser sair com os benefícios, mas pode acontecer de ser gerada uma situação em que o trabalhador é demitido por justa causa'', explica.
Fábio Galão
Reportagem Local
Continue lendo
7
Continue Lendo
Assine a Folha de Londrina
EDITORIAS
PolíticaGeralMundoCidadesEconomiaEsporteFolha 2OpiniãoÍndice de Notícias
SEÇÕES
ChargeColunistasIndicadoresTempoHoróscopoEdição DigitalGaleria de FotosClassificadosCadernos EspeciaisPromoçõesLoterias
SEMANAIS
ReportagemFolha GenteCarro & CiaImobiliária & CiaSaúdeEmpregos & ConcursosFolha CidadaniaNorte PioneiroCasa & ConfortoMercado DigitalFolha da SextaFolha Rural
CLASSIFICADOS
VrumLugar CertoAdmite-seDiversos
SERVIÇOS
ComercialArquivoCapa do ImpressoExpedienteFale ConoscoClube do AssinanteAviso LegalPolítica de PrivacidadeTrabalhe ConoscoQuem SomosGuia GastronômicoAssine Já!
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados